Associação marroquina acusa Espanha de devolver 'ilegalmente' refugiados de Ceuta

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Migrantes caminham perto da cerca na fronteira entre Espanha e Marrocos

A Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) acusou a Espanha nesta segunda-feira (24) de ter devolvido de maneira "ilegal" 40 refugiados iemenitas, incluindo um menor, do enclave espanhol de Ceuta, durante a crise migratória da última semana.

Esses refugiados "foram registrados e instalados no centro de acolhimento de requerentes de asilo" desde antes da crise e foram "levados à força para a fronteira com o Marrocos" pela "polícia e militares espanhóis", informou a AMDH no Facebook.

Esta expulsão é uma "grave violação aos direitos desses migrantes, reconhecidos como refugiados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados", acrescentou Omar Naji, membro desta associação, ao falar com a AFP.

Na semana passada, cerca de 10.000 migrantes, essencialmente marroquinos que pretendiam emigrar para a Europa, tentaram chegar a Ceuta aproveitando a falta de vigilância deliberada dos guardas de fronteira marroquinos, num contexto de tensão diplomática entre esse país e a Espanha.

Mais de 6.000 foram expulsos do enclave desde a última quinta-feira. A crise entre Marrocos e Espanha deve-se à hospitalização de Brahim Ghali, líder da Frente Polisário e diagnosticado com covid-19, em território espanhol.

Rabat afirma que este dirigente viajou com "passaporte falso" e pede uma investigação "transparente" sobre sua chegada à Espanha, justificada por Madri por "razões humanitárias".

Várias ONGs denunciaram o tratamento dado aos migrantes durante esta onda migratória para Ceuta.

A Anistia Internacional assegurou, por exemplo, que houve alguns desses migrantes, entre eles menores, que foram "espancados" pelas forças de segurança espanholas e pediu uma investigação.

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