Associação presta queixa contra Paris e Londres após morte de 27 migrantes no Canal da Mancha

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A associação francesa de ajuda aos exilados Utopia 56 anunciou, nesta segunda-feira (20), que prestará queixa contra a autoridade marítima francesa do canal da Mancha após um naufrágio em novembro que deixou 27 migrantes mortos.

A queixa por "homicídio e ferimentos involuntários", entre outros crimes, foi recebida pela Procuradoria de Paris na última sexta-feira(17) e também envolve dois responsáveis da guarda-costeira francesa e britânica.

A denúncia visa o amiral Philippe Dutrieux, o diretor do centro regional operacional de vigilância e resgate, Gris-Nez Marc Bonnafous, e a diretora da guarda-costeira britânica, Claire Hughes.

Os corpos dos 27 migrantes - 18 homens, sete mulheres, um adolescente de 16 anos e uma criança de sete, a maioria curdos iraquianos - foram retirados do mar no dia 24 de novembro no canal da Mancha.

Um curdo e um sudanês puderam ser socorridos, segundo o Ministério do Interior. Um deles afirma que 33 pessoas estavam a bordo no momento do acidente e os migrantes telefonaram para as equipes de resgate francesa e britânica, sem retorno. O relato foi confirmado pelo migrante que conseguiu escapar.

"De acordo com o depoimento de dois sobreviventes e de outras testemunhas que conseguiram atravessar o canal, foram feitas chamadas para as equipes de resgate francesa e britânica, antes da descoberta dos corpos por um barco de pesca", explicou a associação em um comunicado. "Eles não receberam nenhum tipo de socorro imediato", denuncia a Utopia 56.

Investigação se concentra em 'coiotes', diz associação

(Com informações da AFP)


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