Associações empresariais cobram fim dos bloqueios nas rodovias do país

SÃO PAULO — Associações que representam diferentes setores da economia cobram o desbloqueio de estradas promovidos por bolsonaristas contrários ao resultado das eleições presidenciais. São setores como varejo de alimentos, através de supermercados, empresas aéreas e produtos químicos.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que se o cenário se mantiver até esta quarta, uma estimativa feita pelas empresas aéreas mostra que, ao longo do feriado, o setor poderá sofrer com problemas combustível.

O transporte aéreo também pode ser impactado pela dificuldade de chegada de profissionais, tripulantes e passageiros aos aeroportos. Ontem à noite, pelo menos 500 passageiros não conseguiram chegar ao aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, segundo a Abear, provocando cancelamento de voos.

— A não chegada do querosene de aviação pode impactar a chegada de cargas como remédios e o transporte de órgãos para transplante. Cerca de 500 passageiros foram prejudicados e não conseguiram chegar ao aeroporto de Guarulhos ontem à noite — disse Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.

Aos passageiros, a Abear recomenda que busquem se deslocar com antecedência e se informem sobre a situação das vias de acesso aos aeroportos.

Associação dos supermercados

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados(Abras), João Galassi, informou através de nota que já pediu apoio ao presidente Jair Bolsonaro sobre das dificuldades de abastecimento que os supermercadistas já começam enfrentar em função dos bloqueios. A Abras deve divulgar mais detalhes desses problemas à tarde, durante entrevista coletiva.

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) informou que existe preocupação sobre com chegada de matérias-primas em diversos setores da produção química como gases medicinais, insumos industriais, fertilizantes.

No setor de saúde, as manifestações estão colocando em risco o transporte de oxigênio líquido medicinal, destinado a clínicas e hospitais, e usado em pacientes internados em UTI’s ou CTI’s em estado crítico.

"É necessária a urgente liberação da circulação sem bloqueios no país para que tanto o oxigênio quanto os demais produtos essenciais à vida do brasileiro sigam chegando ao seu destino", pediu a Abiquim em nota.