Associação de empresas de refrigerante critica Bolsonaro por piada com tubaína

Bolsonaro durante cerimônia de posse de Edson Leal Pujol no comando do Exército brasileiro, em Brasília, janeiro de 2019. Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images

A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) divulgou nesta quarta-feira (20) uma nota criticando o presidente Jair Bolsonaro por fazer piada com tubaína - um típico refrigerante a base de guaraná - no mesmo dia em que o número de mortes por coronavírus no País chegou a quase 18 mil.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Finanças no Google News

Na última terça-feira (19), durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, Bolsonaro defendeu o uso da cloroquina no tratamento de coronavírus, embora o remédio não tenha eficácia comprovada e contrariando especialistas. "Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma tubaína", ironizou o presidente.

Leia também

Em nota, a Afebras diz que "repudia a infeliz declaração" de Bolsonaro e defende que o governo, "em vez de politizar o uso do medicamento, deve acabar com as regalias fiscais milionárias concedidas a multinacionais de bebidas na Zona Franca de Manaus, para amenizar o momento de crise econômica agravada pela pandemia no país".

Além disso, a associação lembra que representa "mais de 100 indústrias de bebidas regionais no Brasil, entre as quais os produtores de tubaína", e defende as empresas associadas que, mesmo em crise, tentam ajudar no combate à pandemia de covid-19.

"Boa parte das fábricas regionais está se mobilizando para fazer doações de alimentos e álcool em gel a comunidades pobres para tentar diminuir os impactos da crise. A entidade destaca que vários hospitais ou leitos de hospitais de campanha poderiam ser construídos com o dinheiro da farra de benefícios fiscais", diz o grupo em nota.

O presidente da entidade, Fernando Rodrigues de Bairros, também reforça as críticas a Bolsonaro, falando em tom pessoal e acusando o governo de beneficiar multinacionais, citando como exemplo as empresas de bebidas Coca-Cola, Ambev e Heineken, em detrimentos das empresas nacionais.

"Se o presidente Bolsonaro, de fato, se preocupa com o Brasil, agora é a hora de acabar de vez com a concessão de benefícios fiscais para multinacionais na Zona Franca de Manaus e reverter o dinheiro para o combate ao coronavírus", de Bairros. As informações são do portal UOL.

Siga o Yahoo Finanças no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário.