Assolados pela guerra, ucranianos celebram Páscoa Ortodoxa; Zelenskiy diz que país triunfará

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Mulher deixa igreja durante missa da Páscoa Ortodoxa em Mariupol, na Ucrânia

Por Parniyan Zemaryalai e Hamuda Hassan

KIEV/KRAMATORSK (Reuters) - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse neste domingo que a luz derrotará a escuridão e Kiev triunfará sobre a Rússia, conforme os ucranianos celebram com profunda tristeza uma Páscoa Ortodoxa ofuscada pela guerra, que já dura dois meses.

Os ucranianos lotaram as igrejas na manhã deste domingo para marcar o que chamam de Grande Dia, depois que sua tradição secular de cultos de Páscoa à meia-noite foi abandonada na noite anterior devido a temores de bombardeios russos, que levaram a um toque de recolher em todo o país.

Zelenskiy falou aos ucranianos num discurso em vídeo da milenar Catedral de Santa Sofia, em Kiev, exatamente dois meses desde que o Kremlin invadiu a Ucrânia: "Este grande feriado nos dá esperança e uma crença inabalável de que a luz derrotará a escuridão, o bem derrotará o mal, a vida derrotará a morte e, portanto, a Ucrânia certamente triunfará", disse Zelenskiy aos ucranianos.

Não muito longe da linha de frente oriental, onde os combates são intensos, bombardeios retumbaram enquanto um padre conduzia uma cerimônia para uma congregação composta por três pessoas na cidade de Kramatorsk, onde as autoridades estão correndo para evacuar as pessoas que ainda estão lá.

Abaixo do horizonte de cúpulas douradas de Kiev, centenas de fiéis se reuniram na Catedral de Volodymyr. Alguns derramaram lágrimas e rezaram pelo fim da guerra. Eles disseram que o feriado ganhou um significado emocional maior por causa das dificuldades que o país enfrenta.

Na região nordeste de Kharkiv, onde os bombardeios se intensificaram nas últimas semanas, um capelão do exército realizou uma missa para soldados na linha de frente, jogando água benta e ouvindo confissões.

No meio da manhã, o governador da região leste de Donetsk, alvo de uma nova ofensiva russa, disse que duas crianças de 5 e 14 anos foram mortas em um bombardeio no domingo. A Rússia nega que esteja atacando civis.

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