Assume primeira mulher eleita para governar Cidade do México

Prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, no Congresso local da capital mexicana, em 5 de dezembro de 2018

Claudia Sheinbaum, a primeira mulher eleita para governar a Cidade do México, uma megalópole de mais de 8 milhões de habitantes, assumiu o cargo nesta quarta-feira (5), prometendo erradicar a corrupção e acabar com a violência na capital.

"Tem início uma etapa de honestidade e erradicação dos privilégios dos altos funcionários", disse Sheinbaum, eleita por seis anos pelo Morena, partido do presidente Andrés Manuel López Obrador, que também foi prefeito da capital de 2000 a 2005.

Sheinbaum prometeu que durante seu governo será interrompida a "privatização dos espaços públicos" e o abuso no aumento das cobranças desmedidas de multas de trânsito e impostos.

"A primeira coisa que faremos é acabar com os abusos. A partir de agora se restabelece a democracia e a liberdade política", acrescentou Sheinbaum, que estudou Física na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e tem doutorado em Engenharia Energética.

Sheinbaum, de 56 anos, é a primeira prefeita mulher da Cidade do México eleita pelo voto direto, já que Rosario Robles foi chefe de governo interina em 2000.

Até assumir a Prefeitura, a trajetória política de Sheinbaum tinha sido discreta e limitada à capital. Em 2000, o então prefeito López Obrador nomeou-a secretária de Meio Ambiente da cidade, quando ambos militavam no Partido da Revolução Democrática (PRD).

Em 2014, ela abandonou o PRD e entrou para o Morena, recém-fundado por López Obrador. No ano seguinte, ganhou o governo de Tlalpan, um dos 16 setores que integram a capital.

Durante sua gestão em Tlalpan se envolveu em uma polêmica quando familiares das vítimas do colégio Rébsamen - que desmoronou no terremoto de 19 de setembro de 2017 no México, matando 19 crianças e sete adultos - acusaram-na de provável responsável pela entrega de permissões irregulares de construção.