Asteroides 'assassinos de cidade' são encontrados graças a novo método

Observações crepusculares tem ajudado telescópios a enxergar novos asteroides
Observações crepusculares tem ajudado telescópios a enxergar novos asteroides
  • Observações crepusculares tem ajudado telescópios a enxergar novos asteroides;

  • Método parece contra-intuitivo para muitas pessoas;

  • Asteroides assassinos de cidades tem entre 140 metros e 1 quilômetro de tamanho.

Telescópios vem sendo utilizados há centenas de anos por cientistas e entusiastas de astronomia, porém uma nova forma de usá-los está dando resultados na descoberta de novos asteroides, alguns batizados de "assassinos de cidades" devido a seu tamanho.

Grandes o suficientes para que, se colidissem com a Terra, geram graves danos, esses novos asteroides estão sendo descobertos durante observações feitas nos crepúsculos, períodos em que o sol se aproxima do horizonte, seja durante a nascente ou durante o poente.

Esse método de observação parece contra-intuitivo para muitas pessoas, visto que a atmosfera ainda não está no seu momento mais translúcido para enxergar o espaço-sideral. No entanto, este tem sido o momento em que a maior parte das descobertas de asteroides tem sido feita.

A diferença da observação crepuscular é a possibilidade de fazer observações próximas ao sol de maneira mais fácil e confortável. Estudos sugerem que mais de 90% dos Objetos Próximas à Terra (NEOs) de categoria "assassinos de planetas", jpa foram encontrados, mas apenas metade dos NEOs "assassinos de cidades" são conhecidos.

Para um objeto ser classificado como "assassino de planeta" é preciso que ele seja maior de 1 km de dimensão, enquanto os "assassinos de cidade" devem ser maiores de 140 metros.

Em uma matéria publicada na revista Science, o caçador de asteroides Scott Sheppard, do Carnegie Institution of Science, afirma que o restante desses NEOs estão "próximos ao Sol, tão difíceis de observar, ou em órbitas como a da Terra que os tornam difíceis de encontrar pela pesquisa normal”.

A equipe de Sheppard já identificou um asteroide de tamanho médio, chamado de 2022 AP7, cuja órbita cruza a da Terra, sendo considerado um "asteroide potencialmente perigoso". Mas, de acordo com o pesquisador, outros certamente serão encontrados.

"A principal razão pela qual não encontramos todos os 'assassinos de cidades' é simplesmente porque não observamos o céu com a mesma profundidade ao longo de anos e anos para encontrá-los", disse Sheppard.

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