AstraZeneca formaliza pedido de uso emergencial de vacina contra Covid-19 à UE

O Globo e agências internacionais
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AMSTERDÃ — A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou, nesta terça-feira, que a farmacêutica britânica AstraZeneca e a Universidade de Oxford (Reino Unido) solicitaram a autorização para o uso de sua vacina contra a Covid-19 na União Europeia (UE). O imunizante já foi autorizado por países como Reino Unido, Argentina, México, Marrocos e Índia. No Brasil, a solicitação de uso emergencial foi formalizada pela Fiocruz junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária na semana passada.

"A EMA recebeu uma solicitação para uma autorização condicional de comercialização da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford", de acordo com um comunicado divulgado pelo regulador europeu.

Se for aprovada, este será o terceiro imunizante disponível nos 27 países da UE, que buscam acelerar as campanhas de vacinação. Já foram aprovados as fórmulas da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

A EMA disse que vai acelerar a avaliação da nova vacina e que a decisão sobre a autorização pode ser divulgada até 29 de janeiro, "desde que os dados apresentados sobre qualidade, segurança e eficácia" se mostrem "suficientemente sólidos e completos". Foram incluídos resultados dos ensaios clínicos conduzidos no Brasil, Reino Unido e da África do Sul.

Os 27 membros da União Europeia estão tentando acelerar as vacinações depois de um início lento e com a escassez de suprimentos, o que obrigou autoridades nacionais a considerar medidas como a extensão da janela temporal entre a primeira e a segunda doses.

A pressão também aumentou após a descoberta de variantes mais contagiosas do novo coronavírus. A AstraZeneca disse que sua vacina deve ser eficaz contra a variante prevalente no Reino Unido, identificada como B.1.1.7, embora os testes ainda não tenham confirmado isso.