De astros do rock a rapper baiano: festival In-Edit reúne 67 documentários musicais

Após duas edições virtuais, o In-Edit Festival Internacional do Documentário Musical está de volta a partir desta quarta-feira (15), desta vez em formato híbrido, com sessões presenciais em São Paulo e on-line para todo o Brasil. Entre os 67 títulos nacionais e internacionais, estão filmes sobre nomes da música como Léa Freire, Sidney Magal, Belchior, Sinéad O’Connor, Tina Turner, Rick James e Courtney Barnett.

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Até o dia 26 , o público pode ver gratuitamente 40 filmes no site oficial do festival e nas plataformas Sesc Digital e Itaú Cultural Play.

— Éramos uma “piada de paulista”, mas nesses últimos dois anos acabamos sendo reconhecidos em todo o país. Não poderíamos deixar esse público na mão, é crucial mantermos o acesso on-line— diz Marcelo Aliche, diretor do evento, que chega à sua 14ª edição.

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A programação presencial do festival começa com o longa “Nothing compares”, sobre a vida da cantora irlandesa Sinéad O’Connor. A obra inédita no Brasil teve sua estreia em janeiro, em Sundance, onde concorreu ao prêmio do Grande Júri. O documentário da cineasta Kathryn Ferguson resgata momentos marcantes da carreira da artista, com a voz da própria como narradora e cenas como a polêmica participação no programa Saturday Night Live em 1992, quando rasgou uma uma foto do Papa João Paulo II em protesto contra denúncias de abusos sexuais na Igreja Católica.

Entre os destaques internacionais estão ainda os documentários “Delia Derbyshire: The myths and the legendary tapes”, de Caroline Catz, que narra a história de uma das pioneiras da música eletroacústica, criadora de sons ícones da cultura pop, como o tema da série “Doctor Who”; e “Anonymous club”, em que o cineasta Danny Cohen passeia pela intimidade da cantora Courtney Barnett com uma câmera 16mm numa espécie de diário pessoal.

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Uma novidade deste ano é uma mostra que destaca o heavy metal e traz nove títulos, incluindo “Rock camp”, de Douglas Blush e Renee Barron, com estrelas como Paul Stanley, Roger Daltrey, Jeff Beck, Dave Mustaine e Rob Halford. O filme mostra um acampamento de verão onde fãs aprendem truques musicais com seus ídolos.

Panorama brasileiro

A produção nacional marca presença com 33 títulos de diversos gêneros musicais e personagens dos quatro cantos do Brasil. Na mostra competitiva, seis filmes inéditos no circuito comercial concorrem por uma vaga no circuito In-Edit de festivais e uma exibição na edição de Barcelona, na Espanha.

O repertório inclui “Belchior — Apenas um coração selvagem”, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti; “A música natureza de Léa Freire”, de Lucas Weglinski; “Alan”, de Daniel Lisboa e Diego Lisboa, que acompanha o rapper baiano; e “As faces do Mao”, de Dellani Lima e Lucas Barbi, sobre o líder da banda Garotos Podres. A lista inclui ainda “Manguebit”, de Jura Capela, que investiga o movimento desde sua origem em Pernambuco, e “Cafi”, de Lírio Ferreira e Natara Ney, sobre o fotógrafo, morto em 2019, que marcou a história da música brasileira com capas de álbuns clássicos, como “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento e Lô Borges.

Entre as mostras, a programação traz ainda produções como “Me chama que eu vou”, de Joana Mariani, sobre Sidney Magal, “As canções de amor de uma bixa velha”, de André Sandino Costa, em torno de Marcio Januário.

— Neste ano, tivemos 162 filmes nacionais inscritos, um recorde — diz Aliche.

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