'Até quando vamos perder entes queridos?', diz pai de bebê morto em tiroteio no Rio

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O menino Mário Neto Ferreira Lourenço. Foto: Reprodução/TV Globo.
O menino Mário Neto Ferreira Lourenço. Foto: Reprodução/TV Globo.
  • Pai de criança morta usou redes sociais para lamentar perda do filho

  • Um jovem e um adolescente acabaram baleados e faleceram

  • Segundo um levantamento do Instituto Fogo Cruzado, 103 crianças foram baleadas no Grande Rio em pouco mais de cinco anos

Um bebê de um ano e seis meses foi baleado no abdômen nesta segunda-feira (25) enquanto cortava o cabelo em Mesquita, na Baixada Fluminense. Mário Neto Ferreira Lourenço foi encaminhado em estado grave ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, também na Baixada, mas não resistiu aos ferimentos. 

Lucas Lourenço Silva, pai do menino, usou as redes sociais para lamentar a morte. "Hoje foi meu filho que perdeu a vida cortando cabelo no salão, vítima da violência do estado do Rio de Janeiro. Até quando vamos perder entes queridos? 1 ano e 6 meses, meu príncipe. Senhor, misericórdia! Muita dor na minha alma", publicou. 

Nos comentários, internautas prestaram solidariedade à família. "Sem palavras, meu amigo. Só peço a Deus que te abençoe e possa amenizar um pouco essa dor imensa no coração", escreveu um homem. "Que o espírito santo de Deus conforte o coração de todos vocês. Meus sinceros sentimentos ", postou outra internauta. 

Um jovem, de 24 anos, e um adolescente, de 17, também foram baleados e acabaram morrendo. Uma criança de três anos foi atingida de raspão no tornozelo. Ela foi submetida a um exame de raio-X e já recebeu alta. 

De acordo com a polícia, a delegacia de homicídios da Baixada instaurou inquérito para apurar as mortes. "Os agentes coletaram imagens de câmeras de segurança para análise. Diligências seguem em andamento para esclarecer os fatos e identificar a autoria do crime", informou, em nota. 

Segundo um levantamento do Instituto Fogo Cruzado, 103 crianças foram baleadas no Grande Rio em pouco mais de cinco anos -30 delas não resistiram aos ferimentos e acabaram morrendo. Conforme o estudo, 76% delas foram atingidas por balas perdidas. 

No primeiro dia do ano, Alice Pamplona de Souza, 5, morreu após levar um tiro no pescoço no morro do Turano, na região central da capital fluminense. Ela estava celebrando o ano-novo com a família e amigos quando foi baleada. 

Já em abril, Kaio Guilherme da Silva Baraúna, 8, foi baleado na cabeça durante um evento na escola onde estudava na Vila Aliança, zona oeste do Rio. Ele foi internado Hospital Pedro 2º, também na zona oeste, mas não resistiu. 

No começo deste mês, duas crianças foram baleadas enquanto brincavam em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os dois jovens foram encaminhados ao hospital e receberam alta.

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