Atacada por Bolsonaro, Coronavac é vacina que mais previne mortes, diz pesquisa

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SAO PAULO, BRAZIL - JUNE 18: A health worker prepares a CoronaVac vaccine against COVID-19 during an immunization campaign for people at José Marcílio Malta Cardoso Basic Health Unit on June 18, 2021 in Sao Paulo, Brazil. According to official figures released by the Health Minister, the death toll in Brazil is approaching half a million victims. President Jair Bolsonaro faces a probe as the country undergoes the second-deadliest COVID-19 outbreak outside of the United States. Protests are being held against the Copa America, which is being played in four Brazilian cities amid a surge in cases and deaths.  (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
SAO PAULO, BRAZIL - JUNE 18: A health worker prepares a CoronaVac vaccine against COVID-19 during an immunization campaign for people at José Marcílio Malta Cardoso Basic Health Unit on June 18, 2021 in Sao Paulo, Brazil. According to official figures released by the Health Minister, the death toll in Brazil is approaching half a million victims. President Jair Bolsonaro faces a probe as the country undergoes the second-deadliest COVID-19 outbreak outside of the United States. Protests are being held against the Copa America, which is being played in four Brazilian cities amid a surge in cases and deaths. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
  • A Coronavac é a vacina que mais protege contra casos graves e mortes, indica estudo

  • A eficácia é de 50,4% para casos muito leves, 77,96% de eficácia para casos leves e 97% para casos graves

  • O imunizante produzido pelo Instituto Butantan já foi alvo de mentiras do presidente Jair Bolsonaro

Atacada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Coronavac é a vacina mais eficaz para prevenir mortes provocadas pelo novo coronavírus, com 97% de eficácia para casos graves da doença.

Os dados compõem um levantamento produzido pelo ex-secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e atual secretário de Serviços Integrados de Saúde do STF (Supremo Tribunal Federal), Wanderson de Oliveira, por meio do sistema OpenDataSus, do Ministério da Saúde.

Segundo reportagem publicada pelo portal UOL, o imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac é o que mais protege contra casos graves da Covid-19.

O estudo apontou que, após duas semanas da segunda dose, a Coronavac apresentou 50,4% de eficácia para casos muito leves (que não requerem nenhum atendimento médico); 77,96% de eficácia para casos leves que requerem atendimento médico; e 97% para casos graves.

O secretário chama atenção para o fato da vacina, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, ter a taxa mais alta de prevenção contra mortes. O estudo também analisou as taxas de eficácia contra casos graves das outras vacinas como da Astrazeneca (90%), Pfizer (80%), Janssen (85%) e Sputnik V (85%). 

"A vacina está cumprindo o papel dela: evitar gravidade de casos críticos. Baseado nesses dados, nas informações do sistema oficial do Ministério da Saúde, a vacina se prova mais uma vez eficaz", disse o epidemiologista em entrevista ao portal UOL.

Para rivalizar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Bolsonaro já desestimulou a vacinação com a Coronavac mentindo que o imunizante transformava pessoas em "jacarés".

Neste mês, a OMS (Organização Mundial da Saúde) autorizou o uso emergencial em maiores de 18 anos da Coronavac.

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