Atacada por Bolsonaro, Ivete Sangalo não tem projetos na Lei Rouanet

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  • Jair Bolsonaro
    38.º presidente do Brasil
  • Ivete Sangalo
    Cantora, compositora, instrumentista, atriz, apresentadora e empresária brasileira

O presidente Jair Bolsonaro não gostou ao ver Ivete Sangalo puxar o coro pedindo sua saída. Logo que teve alta médica, em que tratava uma obstrução intestinal causada por um camarão, o político alfinetou a artista ao dizer que ela estaria chateada porque "acabou aquela teta gorda deles, de pegar até R$ 10 milhões da Lei Rouanet". Acontece que a cantora baiana não teve nenhum projeto aprovado pelo programa.

No portal de visualização do sistema de apoio às leis de incentivo à cutura, Versalic, aparecem apenas dois projetos com o nome de Ivete, mas nenhum com proposta ativa. Em um deles, de 2016, seria realizado um evento beneficente na Arena Fonte Nova em Salvador, ao lado da Orquestra Juvenil da Bahia. Na proposta, foi pedido o valor de R$ 1.594.850,00 para captação e foi aprovado R$ 1.301.725,00. No entanto, não foram captados nenhum valor. Outro projeto, de 2017, que seria o desenvolvimento de um filme, não se enquadrou nos termos da lei, portanto não teve valor de proposta revelado.

Coro contra o presidente

Na quarta-feira, dia 29 de dezembro, Ivete Sangalo incentivou o público de um show em Natal, no Rio Grande do Norte, a gritar insultos contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Um registro da ocasião viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira (30). No registro, a plateia berra: "Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*". Ao que Ivete diz: "Não ouvi, está baixinho".

Apoio de artistas

Artistas usaram as redes sociais para defenderem Ivete das críticas do presidente. No Twitter, fãs da cantora têm usado o termo "Mais Ivete, menos Bolsonaro" para defender a cantora.

A atriz Ingrid Guimarães escreveu, em rede social, críticas ao discurso de Bolsonaro: "Bossal. Até parece que Ivete precisa de lei. Esse é o sonho dele: que a gente precise dele para alguma coisa", afirmou ela. "Nossa, exatamente. Ridículo", comentou a cantora Luísa Sonza, também em defesa de Ivete.

Mudanças na Lei Rouanet

Jair Bolsonaro tem defendido o projeto de alteração do teto da Lei Rouanet. A ideia é diminuir em 50% o limite para captação de recursos pela lei. Em 2019, o governo Bolsonaro já havia anunciado outra redução nesse valor — de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto, com exceções para determinados setores, como os musicais, que podem captar até R$ 10 milhões. Projetos de áreas como ópera, concertos sinfônicos, corpos estáveis (de teatro e dança), eventos literários, ações de incentivo à leitura e artes visuais podem chegar até R$ 6 milhões.

Ao criticar Ivete, o presidente falou sobre a captação de R$ 1 milhão "por artistas", mas, na verdade, o modelo do mecenato, ao qual Bolsonaro se referia, é orçado para cobrir todos os custos de um projeto, incluindo toda a equipe técnica. A Rouanet limita o pagamento de cachês em até R$ 45 mil (para artista solo) e R$ 90 mil (para grupos artísticos).

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