Ataque a ônibus israelense deixa 7 feridos na Cisjordânia ocupada

Um ataque a um ônibus israelense no norte da Cisjordânia ocupada neste domingo deixou seis soldados e um civil feridos, disse o exército israelense.

Após o ataque, que ocorreu perto de Tubas, no Vale do Jordão, o exército prendeu dois suspeitos, anunciou o ministro da Defesa, Benny Gantz.

De acordo com o exército, um soldado ficou gravemente ferido e outros cinco, além de um civil, sofreram ferimentos leves.

Os dois suspeitos foram detidos quando se encontravam próximos dos restos carbonizados do veículo que teriam utilizado.

O porta-voz do exército assinalou que o automóvel "provavelmente pegou fogo por causa de um coquetel Molotov que estava dentro do veículo" e acrescentou que os dois detidos foram atendidos com queimaduras.

A princípio, o Magen David Adom (Mada), o equivalente israelense da Cruz Vermelha, havia relatado que os socorristas estavam atendendo "duas pessoas com ferimentos de bala" e "três outras com lesões provocadas por estilhaços de vidro". Os feridos foram levados para hospitais israelenses.

A autoria do ataque não foi reivindicada por nenhum grupo até o momento.

Contudo, o Hamas, movimento islâmico armado no poder na Faixa de Gaza, descreveu a operação como "heroica".

A tensão na Cisjordânia vem crescendo nos últimos tempos, com o exército israelense realizando múltiplas operações na área, especialmente no norte do território, que ocupa desde 1967, após vários ataques anti-israelenses.

Essas operações, realizadas especialmente nas regiões de Nablus e Jenin, visam prender suspeitos, segundo o exército. Frequentemente, essas ações são marcadas por confrontos com os moradores locais.

Em 14 de agosto, um palestino disparou contra um ônibus no centro de Jerusalém, ferindo oito pessoas, incluindo cidadãos americanos.

mib/gl/hj/zm/mb/aa/rpr