Ataque a Cristina surge de campanha de ódio igual à do Brasil, diz dirigente do Foro de SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A secretária-executiva do Foro de São Paulo, Monica Valente, disse à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, que o atentado contra a vice-presidente argentina Cristina Kirchner tem raízes em uma campanha de ódio e de intolerância que existe no país vizinho, assim como no Brasil.

"O que sempre nos preocupa é o ambiente político, de campanha de ódio, de intolerância, e que gera esse tipo de atitudes, sejam elas individuais ou mais organizadas", afirma Monica, dirigente petista.

O Foro é uma agremiação de partidos de esquerda latino-americanos que é atacada com frequência por Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, que costumam atribuir ao grupo mais influência do que efetivamente tem e vincular a ele ações com as quais não tem qualquer relação.

"Nós vemos com muita preocupação, estamos todos muito solidários à vice-presidenta Cristina Kirchner, ao povo argentino, ao governo do presidente Alberto Fernández, estamos atentos e à disposição para o que eles desejem de mais ações em relação a esse fato horroroso que aconteceu na noite de ontem", complementa Monica.

O ataque sofrido por Cristina ocorreu na noite desta quinta-feira (1º). Imagens mostram a ex-presidente sendo saudada por uma multidão de apoiadores ao sair do carro próximo a sua casa, no bairro da Recoleta, quando um homem se aproxima e atira com uma pistola a menos de 1 metro do rosto dela.

O homem, identificado como Fernando Andrés Sabag Montiel, é um brasileiro de 35 anos com antecedentes criminais e será indiciado por tentativa de homicídio qualificado.