Ataque da Rússia pode acontecer nesta quarta-feira, diz presidente da Ucrânia
Ataque da Rússia pode acontecer nesta quarta-feira, diz presidente da Ucrânia
Presidente da Ucrânia estabeleceu o "Dia da Unidade Ucraniana" para a mesma data
Bolsonaro vai estar com Putin na quarta-feira
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (14) que foi informado de que a Rússia deve atacar o país na quarta (16). Por conta disso, ele estabeleceu o "Dia da Unidade Ucraniana" para a mesma data.
Em uma mensagem por vídeo a toda população ucraniana, Zelensky diz que “eles nos dizem que 16 de fevereiro será o dia do ataque. Faremos um dia de unidade”.
Segundo informação divulgada pela agência de notícias Reuters, o presidente da Ucrânia pediu para que a população pendure bandeiras nacionais e use bandeiras amarelas e azuis no dia do suposto ataque russo.
Ainda de acordo com a Reuters, a Rússia tem mais de 100 mil soldados na fronteira com a Ucrânia.
Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (PL) que embarcou hoje em direção a Moscou, e terá agendas com o presidente russo, Vladimir Putin, empresários e líderes locais.
A viagem acontece em meio a um clima de tensão internacional em razão da possibilidade de a Rússia iniciar um conflito armado com a Ucrânia.
Ele ficará em Moscou até quinta (17). Em seguida visitará a Hungria para encontro com o primeiro-ministro Viktor Orbán.
Bolsonaro, acompanhado de ministros e auxiliares, desembarca na capital russa na tarde de terça (15) e se reúne com Putin pelo menos em dois momentos, na quarta (16), no Kremlin, sede do governo local.
Rússia
A Rússia é atualmente o epicentro da maior crise diplomática internacional em curso. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirma que Putin deseja invadir a Ucrânia. A Rússia argumenta que o leste europeu é área de influência do país e quer barrar a entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), liderada pelos EUA.
Com ajuda de outros países como Estados Unidos e França, ainda há negociações na tentativa de superar as divergências políticas e evitar o início de uma guerra que, de acordo com especialistas, pode gerar instabilidades na Europa e no mundo. A invasão, no entanto, pode ocorrer a qualquer momento, segundo afirmou Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano.