Ataque em aeroporto no Afeganistão matou militares americanos, diz Pentágono

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As explosões que atingiram o Aeroporto Internacional de Cabul, no Afeganistão, nesta quinta-feira (26), mataram também militares americanos, confirmou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

De acordo com a agência de notícias Reuters, há dez militares dos EUA entre as vítimas. Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, o número de mortos no atentado chega a 60.

As Forças americanas estão em operação de retirada, marcada para se encerrar no próximo dia 31 de agosto, e coordenando no terminal de passageiros o resgate de diplomatas, cidadãos ocidentais e afegãos que auxiliaram a ocupação.

Cerca de 5.200 militares têm feito a segurança do aeroporto, segundo os EUA.

Nesta quinta, duas explosões atingiram os arredores do terminal, onde afegãos e ocidentais se concentram para tentar uma vaga na evacuação do país, desde o último dia 15 controlado pelo grupo fundamentalista Talibã após uma rápida ofensiva.

Uma delas ocorreu na principal entrada do terminal aéreo, o Abbey Gate, e outra próxima ao hotel Baron, nas imediações do aeroporto, ainda de acordo com o Pentágono. O governo americano afirmou que podem ocorrer novos ataques na região. A embaixada dos EUA em Cabul relatou ainda disparos com armas de fogo.

Ao menos 60 pessoas feridas foram atendidas em um hospital de Cabul, e o Wall Street Journal fala em 150 feridos no total. Civis afegãos, soldados talibãs e militares americanos estão entre os atingidos.

"Podemos confirmar que militares americanos foram mortos no complexo ataque ao aeroporto de Cabul nesta quinta. Vários outros ficaram feridos e estão recebendo tratamento. Sabemos que muitos afegãos foram vítimas desse ataque hediondo", disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, em comunicado.

"Nossos pensamentos e orações para as pessoas queridas e os colegas dos mortos e feridos."

Os ataques ocorrem após a Casa Branca e seus aliados alertarem sobre riscos iminentes de atos terroristas da filial afegã do Estado Islâmico, adversária do Talibã, o que impactou o processo de retirada do país.

Autoridades americanas disseram à agência de notícias Associated Press acreditar que o grupo terrorista seja responsável pelo que foi descrito pelo Pentágono como "ataque complexo". O Talibã negou a autoria e afirmou que quem cuida da segurança da região são os americanos.

Na tarde desta quinta, um dos porta-vozes do grupo publicou comunicado no Twitter em que diz que "condena veementemente" o atentado, "ocorrido em uma área onde as forças dos EUA são responsáveis pela segurança". O grupo disse ainda que "presta muita atenção à segurança e proteção de seu povo".

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou o que chamou de "ataque terrorista, que matou e feriu civis".

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