Ataque em seis pontos diferentes de Viena deixam ao menos 2 mortos

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
·2 minuto de leitura

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Tiroteios em seis diferentes lugares do centro de Viena na noite desta segunda (2) deixaram ao menos dois mortos, entre eles um suspeito, e vários feridos, inclusive um policial, segundo a polícia da cidade. Os tiroteios começaram por volta das 20h (horário local, 16h no Brasil), na região da Seitenstettengasse, principal sinagoga da cidade, segundo informação oficial da polícia. "Vários suspeitos estão armados com rifles", afirmaram os agentes de segurança em rede social. O centro da capital austríaca foi fechado e a polícia pediu que as pessoas não saíssem à rua. O presidente da Sociedade Religiosa Israelita da Áustria, Oskar Deutsch, afirmou em rede social que tanto a sinagoga da Seitenstettengasse quanto o prédio de escritórios do mesmo endereço não estavam mais em funcionamento durante o tiroteio. Segundo ele, ainda assim, todos os fiéis foram orientados e não sair de casa, até recomendação em contrário da polícia. A polícia alertou a população pelo Twitter. "Tiros disparados no distrito do centro da cidade --há pessoas feridas. AFASTEM-SE de todos os locais públicos ou transportes públicos." Um porta-voz dos serviços de saúde afirmou à imprensa austríaca que três pessoas feridas estavam em hospitais da capital austríaca, com ferimentos graves. Não estava claro se eram ferimentos à bala ou de explosão. "No momento, posso confirmar que acreditamos que este seja um aparente ataque terrorista", disse o ministro do Interior, Karl Nehammer, à emissora austríaca ORF. Segundo ele há indícios de que haja vários agressores; um deles teria sido preso, de acordo com a agência de notícias austríaca APA. Além da sinagoga, a área central onde ocorreu o incidente tem vários bares e restaurantes. O tiroteio ocorreu horas antes de novas medidas de restrição contra a transmissão de coronavírus, que começam à meia-noite desta segunda (2). O governo montou um gabinete de crise para avaliar a hipótese de terrorismo. Desde a semana passada, a França elevou seu alerta para terrorismo --na quinta, um ataque a faca deixou três mortos em uma igreja católica de Nice, entre eles uma brasileira de 44 anos, mãe de três filhos. O agressor, um tunisiano de 21 anos recém-chegado ao país, foi baleado e está no hospital, mas, segundo a polícia de Nice, não corre risco de morrer. Ainda não há informações sobre o motivo do crime. No sábado, um padre ortodoxo grego foi morto a tiros em uma igreja em Lyon, mas, segundo a polícia local, a hipótese mais forte é que o ataque não tenha sido terrorista, mas movido por desavenças pessoais.