Ataque em Tulsa: Atirador que matou quatro pessoas invadiu hospital com duas armas

Dezenas de policias conversam em frente ao hospital, local do ataque de atirador em Tulsa - Foto: J Pat Carter/Getty Images
Dezenas de policias conversam em frente ao hospital, local do ataque de atirador em Tulsa - Foto: J Pat Carter/Getty Images

A polícia de Tulsa, no estado americano de Oklahoma, disse ter encontrado o atirador que atacou o Hospital St. Francis na tarde de quarta-feira portando duas armas: um rifle e uma pistola semiautomáticos. O homem foi encontrado morto em um quarto com duas das quatro vítimas da tragédia. Autoridades acreditam que ele atirou contra si mesmo.

— Foi uma loucura lá dentro, com centenas de quartos e centenas de pessoas tentando sair do prédio — disse à CNN o capitão do Departamento de Polícia de Tulsa, Richard Meulenberg.

A identidade do atirador não foi divulgada, bem como das vítimas. Conforme a polícia, houve um chamado para o local pouco antes das 17h. Agentes chegaram em poucos minutos e "estavam ouvindo tiros no prédio, e foi isso que os levou ao segundo andar", disse o vice-chefe da polícia de Tulsa, Eric Dalgleish.

Cerca de 10 pessoas sofreram ferimentos leves, mas as autoridades ainda estão tentando determinar se elas foram feridas por tiros ou durante o caos de escapar do local. Nenhum oficial ficou ferido. Investigadores também apuram qual teria sido a motivação do atirador, embora se acredite que o tiroteio não tenha ocorrido de forma indiscriminada.

— Ele foi propositadamente para este local, foi para um andar muito específico e atirou com um propósito muito específico. Não foi um tiroteio aleatório provocado por um indivíduo — disse Meulenberg.

Segundo o Gun Violence Archive, citado pelo site NPR, este foi o 233º tiroteio em massa do ano nos EUA. O Gun Violence considera um tiroteio em massa quando são registrados quatro ou mais mortos ou feridos, não incluindo o atirador.

Há pouco mais de uma semana, um jovem armado com um fuzil de assalto AR-15 invadiu uma escola em Uvalde, Texas, matando 19 crianças e duas professoras, antes de ser morto a tiros pela polícia.

Também ontem, Payton Gendron, o jovem branco acusado de matar dez negros durante um ataque racista em um supermercado em Buffalo, em maio, foi acusado de terrorismo doméstico. Gendron, de 18 anos, foi indiciado, ainda, por dez assassinatos em primeiro grau, segundo o site da corte no estado de Nova York.

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