Ataque a mercado na Ucrânia faz pelo menos dois mortos

Pelo menos duas mulheres morreram, esta segunda-feira, na sequência de a Rússia ter bombardeado um mercado da cidade de Shevchenkove, na região de Kharkiv. Entre os vários feridos, há uma criança.

Imagens publicadas pela deputada ucraniana Kira Rudik mostram o local após o ataque.

De acordo com as autoridades ucranianas, na origem do ataque esteve um sistema de defesa S-300, localizado na região russa de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia.

O bombardeamento teve lugar na mesma manhã em que o ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu,alegou ter eliminado 600 militares ucranianos em Kramatrorsk, na região de Donetsk.

A informação, não verificada, vai, no entanto, de encontro a relatos de que o ataque terá falhado o alvo.

O Kremlin diz, ainda assim, manter a confiança nas palavras do ministro e deixa um aviso ao Ocidente que está a prestar apoio militar a Kiev. De acordo com Dmitry Peskov, porta-voz de Moscovo, o fornecimento de armas e equipamentos às tropas ucranianas só vai trazer mais sofrimento para a Ucrânia

"Essas entregas não podem e não vão poder mudar nada na Ucrânia. Essas entregas podem apenas acrescentar dor ao povo ucraniano e prolongar o seu sofrimento, mas sobretudo não vão conseguir resolver nada, nem perturbar o processo de alcançar os objetivos da operação militar especial", afirmou Peskov.

Voluntários britânicos desaparecidos

As autoridades ucranianas revelaram estar a tentar localizar dois voluntários britânicos desaparecidos desde sexta-feira nos arredores de Soledar.

Andrew Bagshaw e Christopher Perry, de 28 e 48 anos respetivamente, foram vistos pela última vez, no dia 06 de janeiro, em Kramatorsk.

Ucrânia reforça posições no Donbass

Sokedar e Bakhmut têm sido, nos últimos dias, alvo de ataques por parte das forças russas lideradas pelo grupo Wagner. Como resposta, a Ucrânia está a reforçar posições na região oriental do Donbass.

A região tem sido palco de duros confrontos, com as tropas russas a tentar fazer progressos no terreno desde o início do verão.

Alexei Navalny de castigo na prisão

Alexei Navalny, um dos principais opositores do regime de Vladimir Putin, que se encontra a cumprir uma pena de prisão de nove anos na Rússia, disse, esta segunda-feira, ter passado a Passagem de Ano numa cela usada para castigar os presos.

Em várias mensagens publicadas no Twitter, através do seu advogado, Navalny conta com ironia "Afinal, sempre consegui o meu décimo mandato na cela de castigo, no ano passado", por ter lavado a cara às 05h24, quando só tinha autorização para fazê-lo às 06h00.