Texas: Professora apresenta 1ª ação contra fabricante de arma usada por atirador

População de Uvalde, no Texas, homenageou 21 vítimas do massacre em escola - Foto: REUTERS/Veronica G. Cardenas
População de Uvalde, no Texas, homenageou 21 vítimas do massacre em escola - Foto: REUTERS/Veronica G. Cardenas

Uma professora da Robb Elementary School, palco que um ataque a tiros que deixou 21 mortos em Uvalde, no estado americano do Texas, apresentou a primeira ação legal contra a empresa que fabricou a arma usada na tragédia pelo atirador Salvador Ramos, de 18 anos. A informação foi confirmada pela emissora NBC News.

A ação contra a empresa Daniel Defense ainda não é oficialmente um processo, mas uma solicitação que busca determinar se a fabricante pode ser responsabilizada pela forma como comercializa armas. A legislação do Texas dá às partes amplo poder para investigar possíveis reivindicações antes da apresentação de uma ação judicial.

Identificada como Emilia Marin, a funcionária da escola parece estar seguindo um precedente do ataque de Sandy Hook, em Connecticut, em 2012, que terminou com 26 mortos. As famílias das vítimas ganharam um acordo milionário após processar a fabricante Remington, acusando a empresa de comercializar de forma irresponsável a arma usada na tragédia.

— Todo mundo sabe que tiroteios em escolas estão acontecendo. É uma epidemia. Então, queremos saber, o que eles estão fazendo para mudar suas práticas de marketing? Estamos tentando investigar, eles comercializaram para essa pessoa? Eles fizeram algo que o levou a querer comprar a arma, quando simplesmente não deveria? É com isso que estamos realmente preocupados — disse à NBC o advogado Don Flanary.

Marin é a mesma funcionária envolvida em uma polêmica sobre uma porta da escola que estaria aberta no momento em que o atirador chegou ao prédio. Inicialmente, a polícia informou que a professora, que estava levando comida para uma festa de final de ano letivo, teria deixado a entrada aberta. Câmeras de segurança provaram, porém, que ela fechou a porta, mas a tranca, que impediria a passagem de qualquer pessoa do lado de fora, não funcionou.

Flanary diz que a acusação aumentou ainda mais o trauma e sofrimento da professora após o ataque.

— Ela não está bem psicologicamente. Está destruída. Ela foi ao médico e continua recebendo tratamento. Vai ser um longo caminho pela frente, como é para tantas outras pessoas — ressaltou.

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