Ataque de rottweiler em SP: saiba como evitar e o que fazer, segundo especialista

Um cachorro da raça rottweiler atacou uma mulher após saltar de um carro em movimento, em Ribeirão Preto, São Paulo, no último domingo. Ela estava acompanhada do marido, o filho de 3 anos e o cão de estimação. Nas imagens, captadas por câmeras de segurança, é possível ver o momento que o animal pula e vai em direção à família, que caminhava pela calçada. O GLOBO conversou com o veterinário Alexandre Rossi, conhecido como Dr. Pet, que deu dicas rápidas e eficazes de como evitar ataques de cães.

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Ao perceber a situação, rapidamente, o homem segura a criança no colo, enquanto a mulher tenta proteger o seu animal de estimação e coloca nos braços. Na tentativa de escapar do contato do outro animal, eles correm em direção a uma praça na Rua Franco da Rocha. Em seguida, o dono do animal desce do carro para conter o rottweiler.

Rossi, que é especialista em comportamento animal, explica que correr estimula ainda mais a reação dos caninos, e o mesmo acontece também quando a vítima grita.

— Normalmente gritar ou correr é o que mais vai atrair e instigar o cachorro para te perseguir, pular e até morder. Às vezes o cão que nem iria morder, acaba tendo esse tipo de comportamento por causa da nossa reação. Se precisar chamar alguém para ajudar, o ideal é não correr, e pedir ajuda em voz alta, mas não desesperadamente – explica.

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O veterinário esclarece que realizar movimentos bruscos, como é o caso de erguer o animal de estimação pode ser perigoso e instigar ainda mais ao ataque de outro cão.

— Às vezes quando você levanta o seu cachorro é quase um estímulo para o outro atacar. Se for levantar, tem que ser muito rápido e de costas, porque se o cachorro o pegar quando você ainda está levantando pode ser muito perigoso. É claro, que você vai querer proteger, mas tem que entender que ao levar pro alto, você pode piorar o ataque.

Numa situação similar ao vídeo, Rossi recomenda que a vítima tente se proteger próximo a um muro ou uma árvore e se possível ficar parada.

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— Se possível ficar imóvel. Às vezes o cachorro vai pular, tentar dar alguma mordida, mas as vezes ele para. Então, dependendo do cachorro, eu sugiro ficar perto de uma árvore ou um muro e proteger o seu animal ficando de costas. Isso vai te ajudar a evitar uma queda, o que deixaria ainda mais a pessoa vulnerável.

Além disso, o especialista indica chamar a atenção do cão para algum objeto.

— Uma cadeira, uma bolsa, uma lixeira podem servir pra você colocar entre você e o cachorro. Funciona como uma distração e proteção e dependendo do objeto pode servir até como uma intimidação no ataque, mas isso pra quem tem mais experiência. — explica.

O Dr. Pet ressalta sobre a importância das medidas de segurança ao transportar animais em automóveis. Ele ainda enumera os erros cometidos pelo tutor do animal que poderiam ser evitados.

— Esse cachorro teria que estar usando um cinto de segurança e no mínimo o que a lei diz e está preso o suficiente para não atrapalhar o motorista. Obviamente, pular da janela é mais que atrapalhar o motorista. E outra coisa: o animal colocar a cabeça para fora do carro pode colocar outras pessoas em perigo. É um cachorro que não está de guia, não está de cinto de segurança, a janela não está fechada, não está de focinheira ou com uma caixa de contenção. Foram muito erros para que pudesse acontecer essa situação — conclui Rossi.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), animais não podem ser transportados soltos, o que pode acarretar multa e perda de pontos na carteira.

Apesar do susto, a mulher que aparece nas imagens teve arranhões no braço e nas costas, mas se recupera bem.

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