Quase mil iraquianos morreram em março no Iraque pela violência

Bagdá, 1 abr (EFE).- Um total de 997 iraquianos morreram no Iraque em março em atos de violência e de terrorismo, dos quais 729 eram civis, informou nesta quarta-feira a missão da ONU para o Iraque (Unami, segundo sua sigla em inglês).

Em comunicado, a Unami precisou que 42 vítimas mortais eram policiais e que 2.172 pessoas ficaram feridas, delas 1.785 civis.

Além disso, 268 membros das Forças de Segurança iraquianas -incluindo as forças do Curdistão (peshmergas), as forças especiais e as milícias pró-governo-, morreram em combates com o grupo jihadista Estado Islâmico.

A Unami, que informou também que 387 homens armados leais a Bagdá ficaram feridos, precisou que estes números não incluem as baixas nas operações na província de Al-Anbar.

A organização internacional ressaltou que a província de Bagdá foi a mais assolada pela violência com 362 civis mortos e 928 feridos.

Além disso, a Unami ressaltou que segundo informações obtidas do Departamento de Saúde de Al-Anbar, nesta província morreram 237 civis e 702 ficaram feridos.

O novo representante da ONU para o Iraque, Jan Kubis, pediu na nota ao governo iraquiano "que faça todo o possível para assegurar que a segurança dos civis é garantida de acordo com as leis internacionais e os princípios dos direitos humanos fundamentais".

O eslovaco Kubis assumiu seu cargo em 27 de março, três dias após ser designado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. EFE