Ataque terrorista em Londres deixa ao menos dois mortos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia do Reino Unido confirmou na tarde desta sexta-feira (29) que ao menos duas pessoas morreram e três ficaram feridas em um ataque terrorista na London Bridge, uma das principais pontes no centro ​de Londres.

As forças de segurança londrinas foram acionadas às 13h58 no horário local (10h58, em Brasília). O suspeito foi morto no local. De acordo com Neil Basu, chefe da polícia anti-terrorismo britânica, o suspeito levava, preso ao corpo, o que a polícia afirma acreditar ser um explosivo falso.

As identidades das vítimas são desconhecidas.

A comissária de polícia Cressida Disick afirmou que a corporação está trabalhando intensamente para descobrir os motivos por trás do ataque e se outras pessoas estão envolvidas. Ela disse ainda que mais policiais, tanto armados quanto desarmados, patrulharão as ruas da capital.

O primeiro-ministro, Boris Johnson, confirmou que o incidente está sendo tratado como ato terrorista. "Qualquer um envolvido com isso vai ser caçado e levado à Justiça."

Ele disse ainda que a situação foi controlada, mas pediu a todos para "se manterem vigilantes". "Nossos valores britânicos prevalecerão."

O premiê convocou uma reunião de emergência sobre segurança na noite desta sexta.

Logo após o incidente, vídeos e fotos publicados em redes sociais mostravam vários veículos policiais na ponte e um caminhão bloqueando uma das faixas da via.

Um registro compartilhado no Twitter mostra um grupo de homens lutando com alguém no chão, em uma das calçadas da London Bridge. Um deles se distancia da cena carregando uma faca.

Enquanto observa a confusão, um policial armado afasta uma das pessoas para longe do homem e, logo em seguida, dois tiros são ouvidos. A pessoa deitada então para de se mover. A agência de notícias Reuters não pôde verificar as imagens.

Outro registro publicado no Twitter, filmado de um ponto alto do lado oposto da rua, mostra o que parecem ser três policiais se afastando de um homem deitado na calçada.

Dois dos policiais apontam rifles para o homem, que pode ser visto se movendo levemente.

O prefeito de Londres destacou o "heroísmo de tirar o fôlego" dos londrinos que tentaram desarmar o homem sem saber que o explosivo que ele carregava era falso. "Eles são os melhores."

O serviço de ambulâncias da cidade classificou o caso como grave e enviou diversas equipes ao local.

Testemunhas disseram à imprensa britânica que a polícia chegou rapidamente ao local logo após tiros serem ouvidos. Prédios ao redor foram evacuados pelos serviços de segurança, e a ponte, fechada.

O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, da oposição, por sua vez, disse que seus pensamentos estavam com os envolvidos no incidente "chocante" e agradeceu aos serviços de emergência pelo atendimento prestado.

A London Bridge foi palco de um ataque em junho de 2017, quando três militantes jogaram uma caminhonete sobre pedestres e, na sequência, atacaram com facas transeuntes no Borough Market, matando oito pessoas e ferindo outras 50.

O ataque foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Meses antes, em março de 2017, um homem jogou um veículo contra a multidão na ponte de Westminster antes de esfaquear um policial em frente ao Parlamento, matando cinco pessoas.

Dois meses depois, 22 pessoas -incluindo crianças- foram mortas em um ataque no final de um show da cantora Ariana Grande em Manchester.

No início deste mês, a Grã-Bretanha reduziu seu nível de ameaça nacional de terrorismo de "grave" para "substancial", seu nível mais baixo desde 2014.

OUTROS ATAQUES TERRORISTAS NESTE ANO

Quênia - janeiro

Ataque a complexo hoteleiro em Nairóbi deixou um morto e oito feridos. Foi reivindicado por militantes islâmicos somalis.

Nova Zelândia - março

Atirador invadiu duas mesquitas e abriu fogo contra fiéis. A ação foi transmitida ao vivo na internet pelo autor, que divulgou um manifesto no qual defende a supremacia dos europeus.

​Somália - março

Um hotel na capital do país foi atacado pelo grupo terrorista islâmico Al Shabaab. Explosões mataram 30 pessoas. Em seguida, houve confronto entre militantes e agentes de segurança.

Holanda - março

Um turco disparou contra passageiros em um bonde na cidade de Utrecht; e matou três pessoas.

Sri Lanka - abril

Atiradores invadiram igrejas na Páscoa e mataram mais de 250 pessoas. Ato foi reivindicado pelo Estado Islâmico.