Seul diz que Pyongyang não pede retirada de tropas dos EUA para a cúpula

Seul, 20 abr (EFE).- A Coreia do Norte prometeu realizar sua desnuclearização sem pedir em troca a retirada de tropas americanas, segundo revelou o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, considerando que isso facilitará as conversas entre Washington e Pyongyang.

"A Coreia do Norte expressou sua intenção de completar a desnuclearização sem a retirada das tropas americanas, por isso não têm nenhuma reivindicação que os Estados Unidos não possam aceitar", afirmou Moon, durante uma reunião na quinta-feira com proprietários de veículos de imprensa, no palácio presidencial.

Foi a primeira vez que mencionou que a retirada das tropas americanas da península não é uma exigência para a realização da cúpula entre Washington e Pyongyang, que está prevista para final de maio ou início de junho.

Atualmente, cerca de 28,5 mil soldados americanos estão na Coreia do Sul, país com o qual realizam manobras conjuntas todos os anos.

O presidente sul-coreano também disse que seu governo estaria disposto a "ajudar a reduzir as diferenças entre Washington e Pyongyang para explorar condições realistas que podem ser aceitas pelas duas partes", segundo declarações publicadas nesta sexta pelo jornal local "Korea JoongAng Daily".

Moon, que se reunirá com o líder norte-coreano na próxima sexta-feira, dia 27, afirmou que a Coreia do Norte estaria disposta a realizar uma desnuclearização completa e não apenas congelar seu desenvolvimento nuclear em troca do fim das "políticas hostis contra o regime e se garanta sua segurança".

As declarações de Moon acontecem depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, dissesse que se as conversas com a Coreia do Norte não fossem amistosas "se levantaria e sairia", segundo afirmou em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe.

Trump também afirmou na última terça-feira que é possível que a cúpula entre Washington e Pyongyang não aconteça, embora, por enquanto, estariam buscando cinco lugares para o encontro, explicou. EFE

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