Ataques de Bolsonaro às urnas e milícias digitais serão investigados, diz STF

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Brazilian Supreme Court judge Alexandre de Moraes is pictured during a session to rule on whether former president Luiz Inacio Lula da Silva should start a 12 year prison sentence for corruption, potentially upending this year's presidential election, at the Supreme Court in Brasilia, on April 4, 2018.
Tension soared in Latin America's largest country ahead of the court showdown, with both backers and opponents of Lula -currently the heavy favorite for the October polls- warning of a threat to democracy. / AFP PHOTO / Victoria Silva        (Photo credit should read VICTORIA SILVA/AFP via Getty Images)
A decisão de Moraes aconteceu após um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) dizendo que seria necessário juntar as duas investigações (Foto: AFP PHOTO / Victoria Silva/ via Getty Images)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (10) que as investigações sobre os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) às urnas eletrônicas e a suposta atuação de uma milícia digital devem ser conduzidas em conjunto.

“Os elementos de prova colhidos devem ser analisados em conjunto com a investigação principal, cujo objeto é uma organização criminosa complexa”, diz trecho do documento redigido por Moraes, publicado pela CNN Brasil.

"[Os inquéritos foram instaurados após] fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito."

Em fevereiro, Moraes autorizou que a Polícia Federal usasse provas sobre o vazamento de dados sigilosos pelo presidente Jair Bolsonaro na investigação que apura a atuação de uma milícia digital.

A decisão de Moraes aconteceu após um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) dizendo que seria necessário juntar as duas investigações.

“A juntada seria uma análise conjunta dos elementos de informação colhidos em ambas as investigações para que subsidie da melhor forma e fundamente o juízo de convencimento do titular privativo da ação penal”, afirmou a PGR.

Ataque às urnas eletrônicas

De olho nas eleições de 2022, Bolsonaro vem defendendo fortemente uma suposta fragilidade no sistema de segurança das urnas eletrônicas.

Segundo ele, houve fraude, inclusive, no pleito de 2018 quando foi eleito. Bolsonaro diz que teria vencido no primeiro turno e não no segundo, como foi feito.

Na semana passada, Bolsonaro voltou a defender, sem provas, que há fraudes no processo eleitoral. O presidente chegou a afirmar que o PL, partido ao qual é filiado desde o final de novembro de 2021, contratará uma empresa para “fazer uma auditoria” antes das eleições deste ano.

O anúncio de Bolsonaro foi recebido com surpresa e curiosidade nas equipes de campanha do PL. Por mais que a possibilidade de os partidos acompanharem a apuração esteja prevista na lei eleitoral, nem mesmo pessoas na linha de frente sabem como o trabalho se dará na prática.

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