Disque denúncia de violência contra a mulher terá video-chamada e redes sociais

A pedido de Michelle, Disque Denúncia e 180 terão atendimento por video-chamada para inclusão de deficientes auditivos. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Os serviços do Disque 100 e Ligue 180, que recebem denúncias de violência contra a mulher e violação de direitos humanos, devem passar a contar com atendimento por video-chamada após pedido da primeira-dama Michele Bolsonaro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A ideia, de acordo com a esposa do presidente Jair Bolsonaro (PSL), é de que as denúncias sejam acessíveis a pessoas com deficiência auditiva. A orientação constará no edital para contratação das empresas que administrarão esses serviços, em fase final de elaboração pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandado por Damares Alves.

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Serão incluídos canais de denúncia em redes sociais e aplicativos de mensagem. O edital exigirá a atualização em tempo real dos dados na internet. Hoje, há delay na divulgação das informações. A previsão é de que o texto seja publicado em 15 dias.

Bolsonaro disse, na sexta-feira (1), que os pedidos da primeira-dama são irrecusáveis e, por isso, solicitou até alteração no texto da reforma da Previdência. Outra medida inclusiva proposta recentemente por Michelle foi a implantação no MEC de um projeto que prevê ensino de Libras nas escolas.

LIBRAS

A esposa do presidente Jair Bolsonaro deseja instituir nas escolas o ensino do curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). Em tratativas já avançadas, a primeira-dama recebeu nesta terça-feira (28) o deputado federal Diego Garcia (Podemos-PR), que é relator dessa matéria na Câmara.

O parlamentar e Michelle analisam a possibilidade de Bolsonaro elaborar um decreto presidencial sobre a medida. Apesar das conversas avançadas, a ideia já havia sido ventilada pela primeira-dama em abril deste ano, em entrevista à TV Ines, canal bilíngue brasileiro com conteúdo acessível a surdos e ouvintes.

"Essa é minha luta, é minha bandeira. Eu acredito que nós vamos conseguir inserir a Libras na grade curricular. Eu estou em contato com os ministros, estou em contato com o MEC. Hoje nós já temos a Diretoria de políticas de educação bilíngue de surdos no MEC, que não existia antes. Então isso vai ajudar, vai ter um impacto muito grande na acessibilidade", defendeu a primeira-dama, na ocasião.

A bandeira de Michelle tomou proporções nacionais quando, na posse presidencial, traduziu o discurso do marido para a linguagem de sinais. "Eu recebi várias mensagens de amigos surdos, familiares agradecendo justamente essa visibilidade que eu dei à comunidade surda porque era uma classe esquecida, menosprezada".

A princípio, o MEC (Ministério da Educação) deve começar uma experiência dessa em 30 escolas.