Coreia do Norte alerta na ONU que responderá a qualquer ataque dos EUA

Nações Unidas, 17 abr (EFE).- O governo da Coreia do Norte acusou nesta segunda-feira os Estados Unidos de estarem tentando provocar uma guerra na península coreana e avisou que está preparado para responder a qualquer ação militar americana.

"Se os EUA se atreverem a optar por uma ação militar, a República Popular Democrática de Coreia (RPDC, nome oficial da Coreia do Norte) está pronta para reagir a qualquer tipo de guerra que os EUA desejam", garantiu o embaixador adjunto do país na ONU, Kim In Ryong, em entrevista coletiva na sede das Nações Unidas.

Kim assegurou que o governo de Donald Trump busca "fazer algo" na Coreia do Norte e, por isso, está enviando forças para a região.

"Mas a RPDC se mantém imperturbável", enfatizou o diplomata, que insistiu que seu país tomará as medidas mais duras, inclusive o uso da força, para se defender.

O representante norte-coreano destacou que o recente ataque lançado pelos Estados Unidos contra uma base aérea da Síria é uma prova de que os EUA representam uma ameaça para Estados soberanos sob o pretexto de trabalhar pela paz.

"Os Estados Unidos estão perturbando a paz e a estabilidade global e insistindo em uma lógica de gângster", assegurou Kim, que acusou a administração Trump de querer aplicar à Coreia do Norte a mesma doutrina que utiliza na Síria.

Segundo o embaixador, o envio recente de um porta-aviões nuclear americano para águas próximas da península da Coreia está "pressionando a situação para uma guerra iminente".

"Isto criou uma situação em que uma guerra termonuclear pode começar a qualquer momento", insistiu o diplomata norte-coreano.

Além disso, Kim criticou muito duramente uma reunião do Conselho de Segurança da ONU convocada pelos EUA para 28 de abril com o objetivo de abordar a situação da Coreia do Norte.

A reunião, que será presidida pelo secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, é para o governo norte-coreano uma amostra dos "padrões dúbios" do Conselho e uma tentativa de justificar as posturas dos EUA e impulsionar mais sanções. EFE