Atentado em escola na Rússia mata 13 pessoas, 7 delas crianças

Rússia: Polícia e carros da emergência trabalham perto de escola onde tiroteio foi realizado - Fodo: REUTERS/Stringer
Rússia: Polícia e carros da emergência trabalham perto de escola onde tiroteio foi realizado - Fodo: REUTERS/Stringer

Um atirador vestindo uma camisa estampada com uma suástica matou 13 pessoas, incluindo sete crianças, antes de se suicidar em uma escola na Rússia nesta segunda-feira (26), afirmam investigadores da polícia russa.

O crime ocorreu em Izhevsk, capital da região da Udmúrtia, cerca de 970 quilômetros a leste de Moscou. Investigadores afirmaram à agência de notícias estatal, Tass, que o agressor estava armado com duas pistolas e tinha uma grande quantidade de munição.

Professores e seguranças estão entre as seis vítimas adultas do atentado. Outras 21 pessoas ficaram feridas, 14 delas crianças, segundo o Ministério do Interior.

O Comitê de Investigação da Rússia, que investiga crimes graves no país, afirma que o atirador usava ainda uma balaclava. Nem a sua identidade, nem a motivação do ataque haviam sido estabelecidas até o início desta tarde.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o presidente russo Vladimir Putin qualificou o ocorrido como um "ato terrorista desumano". "O presidente chora profundamente pela morte de funcionários e crianças nesta escola", disse.

A Rússia foi palco de uma série de atentados em escolas recentemente. Em maio do ano passado, um atirador de 19 anos matou sete crianças e dois adultos na cidade de Kazan, a 827 km de Moscou.

Quase um ano depois, em abril deste ano, um homem armado matou duas crianças e uma professora em um jardim de infância em Ulianovsk, cidade no centro-sul da porção europeia russa, antes de cometer suicídio.