Atentado fere ao menos 4 em cerimônia com diplomatas europeus na Arábia Saudita

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
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BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - A explosão de uma bomba deixou ao menos quatro feridos nesta quarta (11) durante uma homenagem aos combatentes da Primeira Guerra Mundial em um cemitério não muçulmano em Jidá, na Arábia Saudita. O evento tinha a participação de diplomatas europeus, incluindo os do consulado francês, que confirmou o ataque. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da França, "a cerimônia anual que comemora o fim da Primeira Guerra Mundial (...) foi alvo de um ataque nesta manhã, que feriu várias pessoas". "A França condena veementemente este ataque covarde e injustificável", afirmou o comunicado. A explosão foi confirmada à emissora Al Jazeera por um funcionário da Grécia, que não quis revelar o nome. Segundo ele, um dos quatro feridos é grego. Na terça-feira (10), o presidente da França, Emmanuel Macron, organizou uma cúpula de líderes europeus para discutir o que chama de "radicalismo islâmico". "A prioridade é implementar integralmente todas as medidas que adotamos em 2015 após os ataques terroristas daquela época", disse Macron após reunião virtual com os premiês da Áustria, Sebastian Kurz, da Alemanha, Angela Merkel, da Holanda, Mark Rutte, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Além das medidas de cinco anos atrás -maior cooperação entre as forças policiais, bancos de dados conjuntos e melhor compartilhamento de inteligência-, Macron defende uma repressão conjunta a conteúdo terrorista online. Há duas semanas, um homem foi preso também em Jidá ao esfaquear o segurança do consulado francês na cidade. No mesmo dia, um atentado terrorista a faca matou três pessoas, entre as quais uma brasileira, dentro de uma igreja em Nice. A polícia ainda investiga as ligações do agressor, um tunisiano de 21 anos que havia chegado há pouco na Europa. Ele foi baleado e preso. A capital austríaca, Viena, também foi alvo de um ataque a tiros, que deixou quatro mortos e mais de 20 feridos, na semana passada. O agressor, um austríaco simpatizante do Estado Islâmico, foi morto pela polícia. O grupo terrorista islâmico reivindicou a autoria do atentado, que ainda está sob investigação.