Atentado no Bataclan: justiça francesa pede prisão perpétua para único acusado vivo

Após meses de processo, a justiça francesa pediu nesta sexta-feira (10) prisão perpétua para Salah Abdeslam, o único membro ainda vivo do grupo acusado de ter perpetrado os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris e arredores. Essa é a pena mais pesada do código penal na França.

A Promotoria nacional antiterrorismo (Pnat) alegou que essa punição, raramente aplicada na França, é merecida pois desde o início do processo, em setembro de 2021, o acusado não demonstrou nenhum tipo de arrependimento por seus atos.

Vinte pessoas estão sendo julgadas, quase todas acusadas de cumplicidade e envolvimento indireto na organização dos ataques. Mas Salah Abdeslam, 32 anos, é o único integrante ainda vivo do comando jihadista que deixou 130 mortos e centenas de feridos em Paris e Saint-Denis. Ele deveria ter participado diretamente dos ataques mas, depois de ter deixado alguns dos terroristas no Stade de France, nas imediações da capital, pouco antes do atentado, ele acabou abandonando seu cinto de explosivos e fugiu.

Após meses em silêncio, Abdeslam passou a alegar ser alvo de calúnias e não ser diretamente responsável pela morte de nenhuma vítima. No entanto, não se mostrou arrependido de ter participado do projeto terrorista e não negou sua proximidade e admiração pelo grupo Estado Islâmico. “Eu apoio o grupo Estado Islâmico e os amo, porque eles estão presentes no cotidiano, combatem, e se sacrificam", chegou a declarar o acusado em um de seus depoimentos, chocando os familiares das vítimas.


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