Atentado suicida deixa 30 mortos em mercado no Iraque

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Iraquianos observam o local da explosão em Sadr City

Cerca de 30 pessoas morreram nesta segunda-feira e dezenas ficaram feridas na explosão de uma bomba artesanal em um mercado de Sadr City, subúrbio xiita de Bagdá, na véspera da festa muçulmana do Sacrifício.

Em mensagem publicada horas depois do ataque em seu canal no Telegram, o grupo Estado Islâmico (EI) afirmou que um de seus homens, Abu Hamza Al-Iraqui, acionou o cinturão de explosivos, deixando 30 mortos e 35 feridos.

A explosão ocorreu no fim da tarde, em um dos mercados populares de Sadr City, bairro pobre do leste de Bagdá, onde pessoas faziam compras para a festa do Aid Al-Adha. De acordo com fontes médicas e da segurança, o balanço oscila entre 28 e 30 mortos, incluindo mulheres e crianças, e entre 30 e 50 feridos.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram cenas de pânico no mercado. Muitos membros das forças de segurança foram enviados ao local da explosão e os feridos foram levados para um hospital.

O presidente iraquiano, Barham Saleh, denunciou no Twitter o "crime odioso e de uma crueldade sem precedentes. Atentam contra nossos civis na véspera do Aid. Não aceitam que as pessoas fiquem felizes um momento sequer."

Iraquianos anônimos também manifestaram sua dor nas redes sociais: "Cada festa do Aid é uma tragédia em Bagdá. Para nós, é impossível celebrar como o restante da humanidade."

Esse foi o segundo atentado na capital iraquiana desde janeiro, quando 32 pessoas morreram no ataque de dois suicidas a um mercado. O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria.

Sadr City, um subúrbio popular de Bagdá, é o reduto dos partidários do líder xiita Muqtada al-Sadr, cuja influência costuma ser decisiva na política nacional.

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