Imprensa sueca diz que suspeito de atentado confessou pertencer ao EI

Copenhague, 10 abr (EFE).- O suposto autor do atentado da última sexta-feira com um caminhão, em Estocolmo (Suécia), um solicitante de asilo nascido no Uzbequistão e que tinha uma ordem de expulsão, confessou sua culpa e que também pertinência ao Estado Islâmico (EI), de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira por veículos de imprensa suecos.

"Atropelei os infiéis", disse o rapaz, garantindo ter recebido ordens diretas do EI, a partir da Síria, e exigiu o fim dos bombardeios nesse país, de acordo com informações do jornal "Aftonbladet", que não cita fontes.

Tanto essa publicação, como outro jornal sueco, "Expressen", identificam o preso como Rakhmat Akilov, de quem as autoridades apenas confirmam que chegou ao país em 2014 e teve rejeitado seu pedido de asilo dois anos depois, tinha uma ordem de expulsão e era procurado pela polícia desde o final de fevereiro.

Akilov tinha um endereço postal em um apartamento no norte de Estocolmo, mas segundo os jornais, morava na realidade em um subúrbio na zona sul, onde dividia um apartamento com outros compatriotas, local em que a polícia esteve no último sábado realizando uma operação, onde várias pessoas foram detidas.

Ele passou as horas que antecederam conectado com o seu telefone a uma rede sem fio, de acordo com "Aftonbladet".

A imprensa sueca também apurou que Akilov, que trabalhou no ano passado para uma empresa de saneamento, tinha feito um reconhecimento na região antes do ataque, em que um caminhão passou por cima de uma multidão em uma área de pedestres da capital.

Do número desconhecido de pessoas que foram detidas nos últimos dias, apenas dois permanecem presas, o suspeito e outra contra quem apareceram acusações no domingo, informou hoje um porta-voz à televisão pública "SVT".

As estações de metro e as ruas da capital continuarão com presença policial reforçada durante Semana Santa, da mesma forma que outras zonas estratégicas do país.

Os quatro mortos no atentado foram identificadas como dois cidadãos suecos, um britânico e um belga, embora as autoridades não forneceram mais informações por respeito aos familiares.

Alguns veículos de comunicação do país afirmam que um dos mortos é uma menina em idade escolar, que tinha falado por telefone com sua mãe minutos antes do atentado.

Das nove pessoas que permanecem hospitalizadas, dois estão em estado grave. EFE