Atirador invade clínica e deixa mortos e feridos em Tulsa, nos EUA

Quatro pessoas foram mortas na tarde de ontem em Tulsa, no estado americano de Oklahoma, por um homem que invadiu um hospital e abriu fogo contra as pessoas presentes. A cena foi descrita pelos policiais, segundo a imprensa local, como “catastrófica”. O atirador, cuja identificação não foi divulgada, também morreu.

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— Quatro inocentes e um atirador estão mortos — disse Jonathan Brooks, do departamento de polícia de Tulsa, em entrevista coletiva.

A polícia informou também que o atirador morreu após um ferimento de bala “autoinfligido”. Ele invadiu o Hospital Saint Francis à tarde, usando um rifle e uma pistola, disse Brooks.

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A nota oficial da polícia citou que o crime teria deixado “múltiplos feridos”, incluindo um em estado grave. O número definitivo de feridos, no entanto, não foi divulgado.

O presidente Joe Biden foi informado sobre o crime, disse a Casa Branca, que monitorou a situação.

Segundo o Gun Violence Archive, citado pelo site NPR, este foi o 233º tiroteio em massa do ano nos EUA. O Gun Violence considera um tiroteio em massa quando são registrados quatro ou mais mortos ou feridos, não incluindo o atirador.

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Há pouco mais de uma semana, um jovem armado com um fuzil de assalto AR-15 invadiu uma escola em Uvalde, Texas, matando 19 crianças e duas professoras, antes de ser morto a tiros pela polícia.

Também ontem, Payton Gendron, o jovem branco acusado de matar dez negros durante um ataque racista em um supermercado em Buffalo, em maio, foi acusado de terrorismo doméstico. Gendron, de 18 anos, foi indiciado, ainda, por dez assassinatos em primeiro grau, segundo o site da corte no estado de Nova York.

Crime de ódio

A acusação inclui alegações de que Gendron foi motivado por ódio quando matou dez pessoas e feriu outras três durante o ataque a tiros no Tops Friendly Market de Buffalo. Ele também é acusado de tentativa de homicídio e posse de armas. Gendron enfrenta acusações referentes a cada uma das dez vítimas, com idades entre 32 e 86 anos.

O crime de terrorismo doméstico em Nova York, que entrou em vigor em 2020, é punido com prisão perpétua. As autoridades federais também estão considerando apresentar acusações de crimes de ódio contra Gendron. Ele será ouvido no tribunal do condado de Erie hoje.

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