Atirador de Las Vegas tinha 'desejo de notoriedade', diz FBI

Um homem deposita uma vela em memorial improvisado às vítimas do atirador Stephen Paddock, em Las Vegas, 3 de outubro de 2017

Stephen Paddock, o homem que matou 58 pessoas em Las Vegas em 2017 no ataque a tiros mais letal da história recente dos Estados Unidos, queria se suicidar e buscava a notoriedade, segundo o relatório final da investigação do FBI, publicado nesta terça-feira (29).

A polícia federal americana não estabeleceu um motivo "claro e único" para o ataque a tiros, ocorrido durante um show de música country em 1º de outubro de 2017, segundo o informe, redigido por um painel de especialistas em psiquiatria.

Paddock, que agiu sozinho, não tinha motivações ideológicas, políticas ou religiosas, indicaram.

Mas este ex-contador de 64 anos havia sofrido problemas nos últimos anos. Ao sofrer "uma degradação de sua forma física e moral (...) e de sua situação financeira", desejava "tomar o controle do fim da sua vida, cometendo suicídio", destacaram.

Paralelamente, tinha o "desejo de alcançar certo grau de triste notoriedade", como o pai dele, Benjamin Paddock, um assaltante de bancos que estava entre os foragidos mais procurados do FBI, segundo o relatório.

Para os psiquiatras, seu crime é "coerente com sua personalidade", caracterizada por uma falta de empatia e uma obsessão pelos detalhes.

Durante sua vida, frequentemente "explorava os outros através da manipulação e das mentiras", disseram especialistas.

Paddock, que se suicidou minutos após o assassinato em massa, levou um verdadeiro arsenal ao seu quarto de hotel, no 32º andar do hotel Mandalay Bay, de onde atirou em uma multidão de 22 mil pessoas que assistia ao show ao ar livre.

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou o ataque e disse que Paddock era um de seus soldados, mas a tese foi refutada pela Polícia local.