Atirador mata seis pessoas e fere 24 em universidade da Rússia

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Seis pessoas morreram e 24 ficaram feridas após um estudante de 18 anos atirar contra outros alunos e funcionários da Universidade de Perm, na Rússia, na manhã desta segunda-feira. O suspeito ficou ferido após resistir à prisão, afirmaram as autoridades, e está recebendo tratamento médico em um hospital local. Mais cedo, o Comitê de Investigação havia reportado oito mortes, mas a informação foi atualizada em comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde.

A ocorrência foi registrada às 11h no horário local (3h, hora do Brasil). A cidade está localizada a cerca de 1,3 mil km ao leste da capital, Moscou. Alunos e professores tentaram se proteger dentro de salas de aula, enquanto outros pularam das janelas para fugir. O professor Ivan Pechishchev viu estudantes correndo de um prédio e pessoas saltando do segundo andar enquanto ele ia para a aula.

— Eles pularam horrorizados, gritando. Um dos alunos me disse que era um tiroteio. Eu ouvi o barulho, todos começaram a correr em direções diferentes. Fui até meus alunos no segundo prédio e continuei a ouvindo os disparos — contou em entrevista à BBC.

O Comitê de Investigação russo disse que o atirador foi identificado como um aluno da instituição que havia adquirido a arma utilizada para usar o crime, um rifle de caça, em maio. Horas antes de abrir fogo, o atirador teria compartilhado em uma rede social uma foto de si mesmo com a arma em punho, um capacete e a munição.

"Eu pensei muito nisso por bastante tempo, há anos, e percebi que havia chegado a hora de fazer o que eu sonhava", ele teria dito em uma conta de rede social que posteriormente foi derrubada, indicando também que suas ações não tinham motivações políticas ou religiosas.

Segundo Pechishchev, o professor ouvido pela BBC, existem dez edifícios no campus da Universidade de Perm e o serviço de segurança bloqueou imediatamente todos os prédios e passagens após o início do ataque. A instituição postou uma mensagem nas redes sociais solicitando que todos que estavam no local permanecessem nas salas de aula. Todas as atividades foram suspensas.

— Havia cerca de 60 pessoas na sala de aula. Fechamos a porta e fizemos barricadas com cadeiras — relatou o estudante Semyon Karyakin à Reuters.

A porta-voz da universidade, Natalia Pechishcheva, chegou a afirmar que o atirador havia sido "liquidado", mas posteriormente as autoridades anunciaram que ele havia sido ferido a resistir à prisão e estava sob custódia policial. Imagens da cena do crime mostram seu corpo no chão no exterior do prédio universitário.

O tiroteio é o segundo em um estabelecimento educacional russo em apenas quatro meses. Em maio, Ilnaz Galyaviev, de 19 anos, atacou uma escola na República do Tartaristão, matando nove pessoas — sete alunos da oitava série e dois professores. Após o incidente, a Rússia aumentou a idade legal para comprar armas de 18 para 21 anos, mas a nova lei ainda não havia entrado em vigor.

O Kremlin disse que o atirador provavelmente tinha doenças mentais, mas se recusou a fazer maiores comentários afirmando se tratar de um assunto de polícia.

A Rússia tem leis restritas sobre a posse de armas, mas algumas categorias de armamentos estão disponíveis para a venda para a caça, autodefesa ou esportes. Compradores em potencial precisam passar por testes e cumprir outros requisitos.

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