Atirador que matou motorista na Linha Amarela estava em carro avaliado em quase R$ 200 mil; polícia analisa câmeras

Letícia Lopes
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Flávia (à esquerda) é consolada no Instituto Médico-Legal; ela foi reconhecer o corpo de Marco, morto baleado na cabeça
Flávia (à esquerda) é consolada no Instituto Médico-Legal; ela foi reconhecer o corpo de Marco, morto baleado na cabeça

A Polícia Civil já analisa imagens de câmeras de segurança da Linha Amarela para tentar identificar a BMW em que estava o suspeito que atirou no motorista de aplicativo Marco André de Paula, de 24 anos, morto na noite deste domingo. O crime aconteceu por volta das 20h, na saída 3 da via expressa, na altura da Rua Guineza, no Engenho de Dentro.

Marco voltava para casa, na Abolição, após participar de um evento automotivo no Shopping Station Mall, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, quando foi baleado na cabeça. Na companhia dele, estava um casal de amigos. Eles não foram atingidos pelo disparo. Muito abalados, os dois prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital na tarde desta segunda-feira, mas não quiseram falar com a imprensa.

Segundo a polícia, o veículo em que estava o atirador era uma BMW cinza modelo 118i, que chega a custar R$ 200 mil. O carro estava insufilmado, e com as janelas fechadas. Por isso, os amigos que estavam com Marco André não conseguiram ver se o motorista estava sozinho ou acompanhado. Depois de atirar, o o homem seguiu na Linha Amarela, em direção ao Fundão.

— Pelo que parece, não houve briga. As testemunhas disseram que o motorista da BMW falou alguma coisa, mas eles não conseguiram escutar direito. Ele abaixou o vidro e disparou. Foi um único tiro, na cabeça — afirma Reinado de Araújo, investigador da Delegacia de Homicídios da Capital. — Ele deu o tiro já com uma certa distância. O Marco André já estava entrando na saída 3, e ele seguiu (na via expressa).

O rapaz que estava no carona, ao lado do amigo, e viu tudo acontecer, passou parte do dia em casa sob efeito de tranquilizantes, segundo um outro amigo da vítima.

— Pelo que parece, não houve briga. As testemunhas disseram que o motorista da BMW falou alguma coisa, mas eles não conseguiram escutar direito. Ele abaixou o vidro e disparou. Foi um único tiro, na cabeça — afirma Reinado de Araújo, investigador da Delegacia de Homicídios da Capital.

Além das imagens de câmeras de segurança da Lamsa, a Polícia Civil também solicitou gravações à organização do evento onde Marco André esteve antes do crime, no Shopping Station Mall, em Jacarepaguá.

— A testemunha garantiu que não viu o carro no evento, porque uma BMW chamaria a atenção, mas ainda sim pedimos as imagens para saber se o motorista não estava seguindo a vítima — afirma o investigador.