Ativista crítico do Hezbollah é assassinado no Líbano

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Lokman Slim, ativista e intelectual libanês encontrado morto em 4 de fevereiro de 2021

Um militante e intelectual libanês, Lokman Slim, conhecido por suas ideias muito críticas com o movimento xiita Hezbollah foi encontrado morto a tiros nesta quinta-feira (4) em seu carro.

Slim, ensaísta xiita e conhecido comentarista político, foi encontrado "morto (...) em seu carro" no sul do Líbano, segundo informou inicialmente uma fonte de segurança à AFP.

A imprensa libanesa também informou sobre a morte deste militante de 58 anos, que defendia a democracia e o laicismo, e era contrário ao sistema confessional que impera na política do Líbano.

A esposa denunciou seu desaparecimento na quarta-feira à noite, quando o ativista voltava para Beirute em seu carro, depois de visitar um amigo no sul, feudo do Hezbollah.

O exame de um legista estabeleceu que Slim foi atingido por cinco balas na cabeça e uma nas costas e que morreu nas primeiras horas da madrugada de quinta-feira.

Slim, que às vezes se reunia com autoridades americanas de passagem por Beirute, foi frequentemente atacado pela imprensa pró-Hezbollah por suas posições consideradas favoráveis aos Estados Unidos.

Ele costumava criticar a influência política de dois pesos pesados xiitas, Hezbollah e Amal, dentro da comunidade libanesa.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, chamou o assassinato de Slim de "hediondo" e disse que silenciá-lo foi um ato "covarde e inaceitável".

"Instamos as autoridades libanesas, incluindo líderes políticos e judiciais, a responsabilizar aqueles que cometeram esses atos bárbaros sem demora ou exceção", disse Blinken em um comunicado.

O Hezbollah, apontado por seus detratores como suspeito, negou qualquer envolvimento na morte do ativista.

Este movimento xiita, representado no Parlamento e no governo do país, é a única facção libanesa que não desmantelou seu arsenal militar após a guerra civil.

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