Ativista egípcio preso completa 100 dias de greve de fome

Apoiadores do proeminente ativista egípcio Alaa Abdel Fattah, que no domingo completará 100 dias de greve de fome, estão pedindo a Washington que ajude a garantir sua libertação, disse um comunicado.

Uma figura importante na revolta de 2011 que derrubou o autocrata Hosni Mubarak, Abdel Fattah recebeu sentença de cinco anos de prisão em dezembro depois de ter sido condenado junto com outros dois por "transmitir notícias falsas".

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Domingo marcará 100 dias de sua maior greve, disse um comunicado de seu comitê de apoio. Ele tem ingerido apenas "100 calorias por dia na forma de uma colher de mel e uma gota de leite no chá", disse o comunicado de sábado.

Sua irmã Sanaa Seif falará sobre seu caso em uma coletiva de imprensa em Washington na segunda-feira, antes de uma viagem ao Oriente Médio no final da semana pelo presidente dos EUA, Joe Biden, acrescentou o comunicado.

Outros líderes árabes, incluindo o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi, devem estar presentes na Arábia Saudita quando Biden visitar o reino como parte de sua viagem.

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Outra irmã, Mona Seif, continua a chamar a atenção para a situação do que grupos de direitos humanos dizem ser cerca de 60.000 presos políticos no Egito. Ela vem coletando cartas de apoio de legisladores europeus há meses.

Mona Seif anunciou esta semana que estava suspendendo sua própria greve de fome, que havia iniciado em solidariedade ao irmão.

"Alaa está atualmente cumprindo uma sentença de cinco anos por compartilhar uma postagem no Facebook sobre as condições das prisões no Egito", disse o comunicado do comitê de apoio.

"Ele está em greve de fome exigindo seu direito de acesso consular da embaixada britânica", acrescentou.

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Abdel Fattah ganhou a cidadania britânica em abril de dentro da prisão, por meio de sua mãe nascida na Grã-Bretanha, Laila Soueif.

O Ministério do Interior do Egito disse no mês passado que tinha imagens que "refutavam" os relatos de sua greve de fome.

A secretária de Relações Exteriores, Liz Truss, disse em junho que a Grã-Bretanha estava "trabalhando muito para garantir sua libertação".

O governo britânico está agora em desordem depois que Boris Johnson renunciou ao cargo de primeiro-ministro nesta semana.

O Egito deve sediar a cúpula do clima COP27 em novembro, um papel que a Human Rights Watch disse que "recompensa" o "governo repressivo" do presidente Abdel Fattah al-Sisi.

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