Ativista iraniano em greve de fome volta à prisão

O ativista iraniano em greve de fome Hosein Ronaghi, hospitalizado no domingo, voltou à prisão na segunda-feira quando sua saúde melhorou, informou Mizan, a agência de informação da autoridade judicial do país, nesta terça-feira (15).

Hosein Ronaghi, um defensor da liberdade de expressão, "recebeu alta do hospital depois de ser examinado por médicos e voltou para a prisão", segundo Mizan.

Seu irmão Hasan disse no Twitter que seus pais o visitaram na segunda-feira e que seu estado geral era "bom". Também compartilhou na rede social uma foto de Hosein, publicada pelo judiciário, na qual ele aparece em uma cama de hospital.

Na segunda-feira, a agência disse que "a decisão de mandá-lo para um hospital fora da prisão no domingo foi tomada para evitar qualquer possível deterioração de sua condição clínica e permitir que ele receba tratamento adicional".

Hosein Ronaghi, colaborador de vários jornais estrangeiros, incluindo o Wall Street Journal, foi preso em 24 de setembro depois de criticar a repressão aos protestos pela morte na prisão da jovem curda iraniana Mahsa Amini.

O ativista de 37 anos, que tem problemas renais, entrou em greve de fome logo após sua prisão, segundo sua família, que está preocupada com sua saúde.

O Irã vive uma onda de protestos desde a morte, em 16 de setembro, de Mahsa Amini, uma curda iraniana de 22 anos presa três dias antes pela polícia da moralidade por violar o rígido código de vestimenta da República Islâmica.

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