Ativista tira calcinha e usa para resgatar jumento em via no Ceará; veja o vídeo

·2 min de leitura
  • Stefani Rodrigues é presidente de uma ONG de proteção a animais

  • Ela ia para a organização quando viu dois jumentos em uma via na cidade de Maracanaú

  • Sem outra forma de prender os animais, ela utilizou a própria calcinha

Uma mulher utilizou a própria calcinha para resgatar um jumento que parecia perdido em uma via na cidade de Maracanaú, no Ceará. Ela compartilhou o momento nas redes sociais durante o episódio, no último domingo (10).

Stefani Marinho Rodrigues, de 41 anos, dirigia seu carro a caminho do abrigo sem fins lucrativos Anjos da Proteção Animal (APA), organização da qual é presidente, quando se deparou com dois jumentos caminhando no Anel Viário.

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Preocupada com a integridade física dos animais – um deles filhote –, ela estacionou o veículo e deu início a uma série de tentativas de resgate. Sem encontrar outra opção para prender um dos jumentos, ela retirou a própria calcinha e colocou em volta do pescoço dele.

"Parei meu carro, tentei seguir os animais e eles ficaram acelerando os passos. Consegui colocar os dois em cima da calçada de um posto de combustível e pedi cordas aos funcionários ou algum instrumento que pudesse segurar o animal. Não obtive essa ajuda, e a única maneira que eu encontrei de segurar o animal foi retirar a minha calcinha e usar para segurar ele. Parece cômico, mas foi a única maneira que encontrei para ajudar aquela vida naquele momento", contou em entrevista ao G1.

Ativista utilizou a própria calcinha para fazer o resgate - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ativista utilizou a própria calcinha para fazer o resgate - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em vídeo compartilhado nas redes sociais enquanto resgatava os animais, Stefani contou o que havia feito e que aguardava a “chegada do frete” para transporte dos jumentos.

A ativista relatou, ao G1, que os animais foram levados para um sítio da APA. "Os jumentos foram avaliados por veterinários e estão recebendo suporte de alimentação."

ONG funciona há anos no Ceará

A APA está registrada formalmente desde 2015, mas, segundo Stefani, funciona há muito mais tempo e já resgatou mais de 500 animais. A ONG se mantém por meio de doações.

"Hoje dou continuidade ao trabalho que meu pai sempre realizou com os animais, dentro da proteção animal. Minha luta vem do berço e eu faço por amor e compaixão. É uma luta muito valorosa, pois estamos salvando vidas, vidas que são esquecidas pelo poder público", apontou a ativista.

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