Ativistas dos direitos civis dos EUA frustrados com Zuckerberg

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg

Ativistas americanos dos direitos civis criticaram nesta terça-feira (2) a justificativa "incompreensível" do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, por permitir a publicação de comentários de Donald Trump na rede social sobre a violência e voto por correio.

"Estamos decepcionados e surpresos com as explicações incompreensíveis de Mark para que as publicações de Trump permaneçam", afirmaram em nota conjunta Vanita Gupta de Leadership Conference on Civil and Human Rights, Sherrilyn Ifill da NAACP Legal Defense and Educational Fund, e Rashad Robinson da Color of Change.

Esses comentários ficaram conhecidos após uma discussão entre Zuckerberg e ativistas sobre o que fazer com os comentários de Trump, depois que o Twitter reduziu sua visibilidade ou questionou a veracidade de seu conteúdo.

De acordo com os ativistas, Zuckerberg "não entende" o valor do voto e "se nega a admitir que o Facebook facilita os apelos de Trump à violência contra os manifestantes".

"Mark cria um precedente muito perigoso para outras vozes que podem dizer coisas igualmente prejudiciais no Facebook", continua o comunicado.

A reação destes ativistas foi somada à indignação de funcionários do Facebook que questionam a atitude de não conter as publicações do presidente americano.

Zuckerberg argumenta que o Facebook "deve permitir o máximo de expressão possível, a menos que haja riscos iminentes ou danos específicos".