Ativistas pró-Rússia fingem ser membros de ONGs para tirar informações de ucranianos em Portugal

Uma polêmica eclodiu em Portugal nesta sexta-feira (29), depois que relatórios publicados na imprensa local revelaram que refugiados ucranianos estavam sendo hospedados por ativistas pró-russos.

Segundo o semanário português Expresso, um membro proeminente da comunidade russa em Portugal e sua esposa, que trabalha para a prefeitura de Setúbal, estiveram envolvidos no acolhimento de pelo menos 160 refugiados ucranianos.

De acordo com um refugiado ucraniano entrevistado pelo jornal, o casal lhe perguntou, entre outras coisas, sobre o paradeiro de seus familiares que permaneceram na Ucrânia após a invasão de Moscou em 24 de fevereiro.

Em resposta ao protesto, o Conselho Municipal de Setúbal emitiu uma declaração anunciando que o funcionário russo seria removido das equipes que recebem refugiados ucranianos.

"Infiltrados"

No início de abril, a embaixadora ucraniana em Lisboa, Inna Ohnivets, havia declarado em entrevista à CNN Portugal que "organizações pró-russas" haviam se infiltrado nas estruturas de recepção de refugiados.

A secretária de Estado portuguesa da Igualdade e Migrações, Sara Guerreiro, solicitou nesta sexta-feira "em caráter de urgência" ao Alto Comissariado para as Migrações (ACM) "todas as informações e esclarecimentos sobre o assunto", assim como seus parceiros.

Desde a invasão russa da Ucrânia, Portugal acolheu mais de 33.000 refugiados ucranianos, duplicando o tamanho desta comunidade imigrante, que se tornou a segunda maior do país.

(Com AFP)


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