Atlético-MG aproveita 'trauma dos pênaltis' do Fluminense para garantir classificação na Copa do Brasil

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O sonho da tríplice coroa segue vivo para o Atlético-MG com uma constatação: às vezes não é preciso ir até o seu limite para garantir uma importante classificação. Diante de um corajoso Fluminense, que chegou a incomodar e sonhar com a vaga em determinados momentos, pesou a vantagem construída no jogo de ida e os erros defensivos determinantes para o triunfo por 1 a 0, no Mineirão. O gol marcado por Hulk, de pênalti, garantiu a passagem às semifinais da Copa do Brasil de uma equipe pronta para brigar por todos os títulos que estão em jogo.

A palavra pênalti precisa ser enfatizada, já que tem sido um trauma tricolor em 2021. Desde o início da temporada, foram 15 cometidos em 51 jogos disputados — e apenas um deles defendido. Danilo Barcelos, ao cortar cruzamento com o braço aberto, foi o autor da vez. Muitas dessas penalidades foram decisivas e a grande maioria delas era evitável. Ontem, custou a permanência na Copa do Brasil.

Classificado, o Galo espera o vencedor de São Paulo e Fortaleza para conhecer o seu adversários nas semifinais, que estão marcadas para os dias 20 e 27 de outubro. Do outro lado da chave, o Athletico aguarda o vencedor de Flamengo e Grêmio.

A classificação do Atlético-MG, na verdade, começou no Rio de Janeiro semanas antes. É impossível ignorar a partida de ida para analisar a volta. Com o placar de 2 a 1 construído no Nilton Santos, o Galo passou longe de ser aquela equipe ofensiva e intensa que os torcedores estão acostumados — muito por estratégia do técnico Cuca. Teve maior posse de bola, afinal não dá para negar totalmente a própria identidade, mas passou boa parte do tempo cozinhando o jogo ao banho maria e esperando o cronômetro correr.

Do outro lado, a proposta do Fluminense era clara: estacionar o ônibus na frente da área para evitar ser vazado e tentar uma bola para empatar o confronto. Houve momentos onde subidas ao ataque foram possíveis e levaram bastante perigo.

Por exemplo, quando Fred recebeu belo cruzamento de Danilo Barcelos e viu Everson se esticar todo para evitar o gol. O goleiro atleticano também entrou em cena quando saiu mal debaixo das traves e deixou a meta aberta para Luiz Henrique, que errou o chute.

O Galo só entrou na partida, de fato, após Diego Costa pisar no gramado e mudar a animosidade da equipe. Elétrico e de qualidade acima da média, motivou os companheiros e cada toque na bola era um lance de perigo.

A consequência é que de uma bola ganha pelo atacante apareceu o lance que colocou toda a pressão tricolor por água abaixo. O erro infantil de Danilo Barcelos, que cortou cruzamento de Mariano com o braço, gerou o pênalti convertido por Hulk. O Atlético-MG, que só havia perdido um jogo no Mineirão em toda a temporada, não largaria mão de tamanha vantagem construída. A vaga ficou em Minas Gerais.

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