Atleta busca equipamento de pentatlo perdido em trem do ramal Japeri

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Filho de um porteiro e de uma auxiliar de saúde bucal, o estudante Benjamim de Lima Lemos, de 16 anos, é uma promessa do esporte. Filiado à Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno, ele disputa um misto de provas que reúne circuitos de esgrima, natação, corrida, tiro esportivo e hipismo. Para agilizar o percurso entre a escola e os dois locais de treinamentos, o atleta usa todos os dias os trens do ramal Japeri da SuperVia. E foi num dos vagões que o jovem viu o sonho de atingir o índice necessário para participar do próximo Campeonato Sul- Americano da modalidade, em novembro, ficar um pouco mais distante.

No último dia 20, quando voltava de um treino, ele esqueceu no bagageiro de uma composição, que seguia para a Baixada, um simulador a laser de tiro esportivo. O equipamento, em formato de pistola plástica e que estava numa maleta, é essencial para que o atleta consiga participar da prova de tiro esportivo, uma das etapas do pentatlo. Pai do jovem, o porteiro Ricardo da Silva Lemos, de 49, fez um apelo pedindo a devolução do simulador.

— Meu filho usa o trem do ramal de Japeri para chegar até Deodoro, onde faz baldeação para o ramal de Santa Cruz. No dia 20, após sair do Colégio Militar, onde treina, ele entrou no trem que já estava bem cheio. Levava uma mochila com roupas e a maleta pentashot, onde estava o simulador. Ele colocou a mochila no chão, e a maleta ficou no bagageiro. Acabou desembarcando e esquecendo a maleta com o simulador no trem.

O pai diz que a família está sem saber o que fazer:

— O equipamento é essencial e já estava sendo calibrado para o Benjamim. Um ex-professor dele trouxe da Itália e custou R$ 3mil, que ainda estamos pagando. Um similar aqui no Brasil custa em torno de R$ 5 mil. Sem o simulador, ele não consegue competir. Não temos dinheiro agora para fazer outra compra. No fim de semana, ele disputou um torneio em Santos (SP), e usou um equipamento emprestado que não estava calibrado para o Benjamim. Mesmo assim, conseguiu o quarto lugar. Peço que quem achou, por favor, devolva o simulador a laser. Já procurei o setor de achados e perdidos da SuperVia, mas nada foi devolvido lá ainda. O equipamento só serve mesmo para o esporte. Sem isso, meu filho ficará com o desempenho prejudicado para chegar no Campeonato Sul-Americano.

De acordo com Benjamim, o simulador a laser funciona à base de pilha. Quando um disparo é feito, uma luz verde é acesa caso o tiro de laser acerte o local indicado no alvo. Em caso de erro, uma luz vermelha é acesa.

— Só funciona(o simulador) mesmo para quem faz pentatlo. É muito importante para mim. Além de ser caro, cada atleta tem a mira calibrada para seu próprio uso. Se eu usar um equipamento emprestado, que estiver calibrado para outra pessoa, meu rendimento não é o mesmo — disse o estudante.

Benjamim segue uma rotina puxada. Ele acorda duas vezes por semana às 4h e outras três às 5h. Treina na Vila Militar, em Deodoro, vai para o Centro Educacional Eupídio da Siva, em Realengo, onde cursa o segundo ano do ensino médio com uma bolsa de estudos, vai treinar no Colégio Militar da Tijuca, e retorna para casa. O rapaz conta que descobriu o esporte depois que seus tios o convidaram para ir a uma maratona. Ele gostou e passou a treinar corridas nos centros esportivos de Campo Grande e da Mangueira, onde conheceu o pentatlo moderno.

— Eu me apaixonei pelo esporte. Sonho em ir a uma Olimpíada, a um Mundial e a um Sul-Americano.

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