Atleta da Seleção Brasileira de nado artístico faz apresentação sumbersa em comissão de frente da Viradouro

João Paulo Saconi
Ana Giulia França, de 19 anos, brilha na Sapucaí antes de buscar medalha de ouro em campeonato sul-americano

RIO - A Viradouro convocou 15 mulheres para cruzarem a Sapucaí abrindo seu desfile sobre o grupo chamado “Ganhadeiras de Itapuã” na noite deste Domingo de Carnaval. No time, uma convocação de peso: a escola conta com o talento de Ana Giulia França, de 19 anos, atleta da Seleção Brasileira de Nado Artístico, dona de três títulos sul-americanos no esporte e integrante de equipes que representaram o Brasil em mundiasi e Jogos Panamericanos.

As habilidades da jovem são exibidas diante do Sambódromo lotado no “hábitat natural” dela: a água. Um aquário de 750 mil litros é espaço no qual ela se apresenta completamente submersa enquanto é acompanhada atentamente pelo público.

— Sou ligada ao esporte desde sempre por conta da minha família. Comecei aos três anos na ginástica rítimica, passei para a natação aos seis anos e aos sete representei o Brasil na Gymnaestrada mundial (maior evento não competitivo do mundo no esporte). Descobri e me apaixonei pelo nado artístico graças a minha irmã que praticava. então me apaixonei. Entrei na minha primeira Seleção Brasileira aos 13 anos — relembra Ana Giulia.

Com a participação especial da atleta, a comissão de frente da Viradouro representa os “Velhos areais de nossos ancestrais” e é formada por apenas 15 mulheres. Há diversas referências à cultura das Ganhadeiras de Irapuã na coreografia, idealizada pelo time do coreógrafo Alex Neoral. Ana Giulia França aparece dentro do aquário representando a orixá Oxum, deusa das águas e guia de fé das senhoras que lavam roupas à beira da Lagoa do Abaeté, em Salvador, enquanto cantam as cantigas que a Viradouro exalta hoje no Sambódromo do Rio.