Atleta é presa em meio a tensão política em Belarus

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Aliaksandra Ramanouskaya defendeu Belarus nos jogos de inverno de PyeongChang. Foto: David Ramos/Getty Images
Aliaksandra Ramanouskaya defendeu Belarus nos jogos de inverno de PyeongChang. Foto: David Ramos/Getty Images

Campeã mundial de jogos aéreos em 2019, a esquiadora Aliaksandra Ramanouskaya foi presa em Minsk, capital de Belarus. A informação da prisão foi dada por uma fundação que apoia atletas detidos por opiniões políticas.

De acordo com a mídia local ela foi detida por crime administrativo, mas a entidade informa que não existe registro oficial do motivo pelo qual a atleta tenha sido presa.

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A detenção aconteceu após um treinamento na última quarta-feira e levada para uma delegacia em Minsk.

Ramanouskaya se juntou a outros atletas que assinaram uma carta aberta de protesto contra a eleição de Alexander Lukashenko, atual presidente do país. O documento foi assinado por mais de 2.000 personalidades do esporte.

Por conta de uma suspeita de fraude, a carta exigia uma repetição da votação e também pedia a libertação de todos os detidos durante os protestos de rua que eclodiram no país após as eleições.

Além da esquiadora, nomes como o decatleta olímpico Andrei Krauchanka e a jogadora de basquete Yelena Leuchanka também foram detidos e cumpriram penas na prisão.

Atleta teve que voltar a Belarus durante jogos de Tóquio

Esse não é o primeiro caso que envolve tensão entre atletas e o governo de Belarus. Durantes as Olimpíadas de Tóquio, a velocista Krystsina Tsimanouskaya foi obrigada a fazer as malas e levada direto ao aeroporto, onde tomaria o voo de volta para casa por ter feito críticas públicas aos treinadores de atletismo de Belarus.

Ela não chegou a embarcar, e pediu proteção à polícia e ao Comitê Olímpico Internacional (COI). Após repercussão mundial, um inquérito foi instaurado, dirigentes expulsos, e a corredora conseguiu asilo humanitário na Polônia.

O Comitê Olímpico de Belarus é chefiado por Viktor Lukashenko, filho do presidente do país, Alexander Lukashenko.

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