Atlético-MG fecha venda de Luan para time japonês por R$ 6 milhões

Galo vai ficar com R$ 1,8 milhão pela transferência (Alessandra Torres/Agif)

Agora é oficial: na madrugada desta terça-feira, o Atlético-MG acertou a venda do meia-atacante Luan para o V-Varen Nagasaki, do Japão, por US$ 1,5 milhão, que equivale a R$ 6 milhões. O Galo ficará com 30% do valor, que corresponde à parte dos direitos econômicos que pertenciam ao clube.

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A decisão de negociar Luan tem algumas explicações, como a vontade de rejuvenescer o elenco - Luan tem 29 anos. Seu alto salário também pesou: o jogador tinha mais R$ 10 milhões para receber do Atlético com salários. No acordo, o Galo ainda conseguiu o parcelamento de uma dívida que tem com o meia-atacante.

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Luan viajou para o Japão na quarta-feira da semana passada para conhecer a estrutura do clube. Ídolo do torcedor do Galo, ele assinará contrato de quatro temporadas.

Vale lembrar que Luan chegou ao Atlético-MG em 2013 e conquistou alguns dos títulos mais importantes da história do clube, como a Libertadores. Ele ainda deu uma volta olímpica na Copa do Brasil, outra na Recopa Sul-Americana.e foi tricampeão mineiro.

No total, Luan disputou 302 partidas e marcou 49 gols com a camisa atleticana.

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O alinhamento com o Supremo começou justamente na semana anterior ao julgamento que validou a investigação contra ameaças e disseminação de notícias falsas a integrantes do STF. A disputa com a força-tarefa da Lava Jato, dizem interlocutores de ministros e do PGR, também ajudou a melhorar a relação com o STF, principalmente com a ala da corte crítica à operação. A reaproximação com o STF ocorre no momento em que Aras enfrenta uma queda de braço interna com um movimento que tenta limitar seus poderes. Nas últimas semanas, ele sofreu quatro derrotas nas eleições para o Conselho Superior do Ministério Público Federal e perdeu a maioria no colegiado responsável por diversas definições importantes do órgão. No último dia 8, o presidente do STF, Dias Toffoli, afirmou que Aras tem agido com "prudência e parcimônia" e que recebe críticas "injustas". A declaração ocorreu quando o procurador-geral mais precisava, cinco dias depois de ter se envolvido em uma polêmica sobre a interpretação do artigo 142 da Constituição. Em entrevista à Globo, ele afirmou que um Poder que invade a competência de outro perde suas garantias constitucionais e isso poderia ensejar a atuação das Forças Armadas. No mesmo dia, soltou uma nota para tentar justificar a afirmação, que pegou mal entre integrantes do Ministério Público. A nova posição sobre o tema, porém, não foi suficiente para acalmar os ânimos dentro da PGR. Os integrantes do órgão mantiveram as críticas sobre a proximidade de Aras com Bolsonaro e, no Congresso, ganhou força uma proposta que visa vincular a indicação do chefe do Executivo para a PGR à lista tríplice eleita pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). O atual PGR não estava na lista e nem sequer participou da disputa. Neste cenário, Toffoli foi o primeiro a estender a mão e sair em defesa do procurador-geral, que, segundo ele, tem atuado perante o STF com "coragem" e sem "cair em vaidades". O ministro o cumprimentou por "não querer holofotes", como disse ter acontecido em um passado recente, em referência indireta ao ex-PGR Rodrigo Janot. Aras retribuiu a gentileza. Depois de ter se oposto a medidas adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news contra aliados do presidente, a PGR endureceu o discurso e fechou o cerco aos defensores do fechamento do Congresso e do STF. A procuradoria-geral pediu, e Moraes autorizou, 29 mandados de busca e apreensão contra parlamentares, empresários e militantes influentes na base do chefe do Executivo. Os deputados Bia Kicis (PSL-DF), Guiga Peixoto (PSL-SP), Aline Sleutjes (PSL-PR) e General Girão (PSL-RN) foram alvo da operação e passaram a ser investigados porque teriam usado verba parlamentar para incentivar os atos antidemocráticos. Além disso, a PGR solicitou, e Moraes também autorizou, a prisão da extremista Sara Winter, que era líder do grupo armado de direito "300 do Brasil" e costumava insultar ministros do STF. No episódio em que apoiadores de Bolsonaro dispararam fogos de artifício em direção à sede do STF o alinhamento entre Supremo e PGR também foi imediato. O presidente da corte pediu, e Augusto Aras instaurou um procedimento para investigar o caso horas depois. Na última sessão do STF do semestre, o PGR foi o responsável pelo discurso mais enfático em defesa da corte. Ele citou os ataques ao Supremo e ressaltou a necessidade de distinguir liberdade de expressão do cometimento de crimes previstos nas leis penais e na Lei de Segurança Nacional. Ainda segundo Aras, a PGR e o STF deram mostras de "vigor institucional e atuaram tanto em prol do direito à vida quando em prol da ordem econômica e dos direitos coletivos, todos ameaçados" na crise do novo coronavírus. Já o enfrentamento com a Lava Jato ajudou a melhorar a relação com a ala do STF que sempre fez críticas à operação, sempre exaltada pelos antecessores de Aras. A disputa do comando da procuradoria-geral com os investigadores começou após a subprocuradora Lindora Araújo, uma das principais aliadas do PGR, fazer visita à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. A visita foi mal vista por parte dos integrantes do MPF no Paraná. Eles questionaram a iniciativa de Lindora Araújo e, em ofício enviado à Corregedoria do MPF, acusaram ela de realizar manobra ilegal para copiar bancos de dados sigilosos de investigações de maneira informal e sem apresentar documentos ou justificativas para a tomada dessa providência. A Lava Jato disse não saber se a ida da subprocuradora foi de natureza "administrativa, correicional ou finalística" e ressaltou nunca ter sido informada sobre a pauta da reunião. A corregedora-geral do MPF, Elizeta Ramos, abriu uma sindicância para apurar o caso. A reação da força-tarefa irritou Aras, que respondeu as insinuações em uma nota dura, em que disse que o grupo não é um "órgão autônomo" do Ministério Público. "Fora disso, a atuação passa para a ilegalidade, porque clandestina, torna-se perigoso instrumento de aparelhamento, com riscos ao dever de impessoalidade, e, assim, alheia aos controles e fiscalizações inerentes ao Estado de Direito e à República, com seus sistemas de freios e contrapesos", disse Aras. ATRITOS A PGR abriu procedimento preliminar para verificar se o deputado Eduardo Bolsonaro pode ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional por ter afirmado que não é questão de "se, mas de quando" irá ocorrer uma ruptura institucional A PGR pediu, e o ministro Moraes autorizou, 26 mandados de busca e apreensão contra bolsonaristas no inquérito dos atos anti-democráticos ACENOS Aras se alinhou ao governo em relação ao sigilo do vídeo da reunião ministerial citada pelo ex-ministro Sergio Moro em depoimento à PF Aras se posicionou contra a apreensão do celular de Bolsonaro solicitada por parlamentares no inquérito que apura se o presidente violou a autonomia da PF

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