Ato no Rio defende voto impresso após presidente não provar fraude em urna

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Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reúnem no Rio de Janeiro
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reúnem no Rio de Janeiro
  • Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foram às ruas neste domingo (1º) em defesa do voto impresso

  • No Rio de Janeiro, o ato se concentrou em Copacabana e interditou vias da região

  • Bolsonaro já admitiu não ter provas de fraude em urnas eletrônicas

Na manhã deste domingo (1º), apoiadores de Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniram em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, para um ato a favor do voto impresso nas eleições, mesmo após o presidente admitir que não tem provas de fraude nas urnas eletrônicas.

O ato, realizado simultaneamente em outras cidades brasileiras, foi convocado pelo próprio presidente nas redes sociais para pressionar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que atualmente tramita na Câmara, para que cédulas de papel voltem a ser usadas nas eleições de 2022.

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No Rio, o protesto interditou parcialmente a avenida Atlântica, entre as ruas Souza Lima e Miguel Lemos, segundo o Centro de Operações, com reflexos no trânsito da avenida Nossa Senhora de Copacabana.

Segundo informações do portal G1, a manifestação se concentrou na área de lazer da orla e contou com dois carros de som, um na altura da rua Xavier da Silveira, outro próximo à rua Sá Ferreira, no Posto 5 de Copacabana. Também foi usado um guindaste para erguer uma grande bandeira do Brasil com a frase "Pátria Amada".

A maioria dos manifestantes vestia roupas nas cores verde e amarela. Muitos ignoravam a obrigatoriedade do uso de máscaras faciais em plena pandemia de coronavírus.

O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, também usou suas redes sociais para convocar seguidores a defender o voto impresso e auditável.

Na última quinta-feira, Jair Bolsonaro utilizou o espaço de sua live semanal para sustentar sua defesa sobre o que ele chama de "voto impresso", ou "voto auditável", que é um sistema de comprovante impresso do voto dado na urna eletrônica.

O presidente não apresentou evidências que sustentassem suas afirmações. Em um momento, afirmou que a "manipulação de votos" na urna "não é uma certeza". "As pesquisas dizem que eu estou mal para justificar a manipulação de votos na ponta da urna. Isso é uma certeza? Não é uma certeza. É um indício fortíssimo."

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