Ato pelo impeachment de Bolsonaro no domingo terá presença de esquerdistas

BRASILIA, DF,  BRASIL,  08-09-2021, 12h00: Grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro montaram acampamento e mantém caminhões e ônibus em frente às barreiras de policiais na frente do congresso e da via que segue para o STF. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASILIA, DF, BRASIL, 08-09-2021, 12h00: Grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro montaram acampamento e mantém caminhões e ônibus em frente às barreiras de policiais na frente do congresso e da via que segue para o STF. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As falas de teor golpista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no 7 de Setembro ampliaram o escopo ideológico das manifestações pelo seu impeachment convocadas para o próximo domingo (12).

Antes restritas a movimentos e grupos de centro e de direita que fazem oposição a Bolsonaro, como MBL, Vem Pra Rua e Livres, terão também a adesão de representantes da esquerda. Integrantes de partidos como PDT, PC do B e PSOL pretendem comparecer.

Uma das presenças confirmadas é a da deputada estadual Isa Penna (PSOL). Ela busca articular a presença de outros colegas de partido.

"Precisamos ir além da dualidade Lula vs Bolsonaro. PT e anti-petismo. Qualquer democracia de verdade possui vozes plurais. Não podemos falar apenas para os nossos", afirma Penna, em declaração que divulgou justificando seu posicionamento.

Segundo ela, as ameaças de Bolsonaro não podem ser menosprezadas. "Estar nas ruas no dia 12 não nos faz menos de esquerda ou menos revolucionários. Mas demonstra maturidade em priorizar a defesa da democracia", disse, no texto que distribuiu.

Outro que irá é o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP). "É preciso reunir a oposição de esquerda e direita para combater Bolsonaro. E o programa mínimo dessa união é democracia", diz Silva.

O diretório municipal do PDT também confirmou presença. "É hora de unirmos forças da esquerda à direita pelo impeachment desse presidente tirano e incompetente", afira o presidente da legenda na capital paulista, Antonio Neto.

O grande ausente, pelo menos até o momento é o PT, que a princípio rejeita comparecer ao lado de grupos que defenderam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

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