Ator que estreou aos 10 anos no cinema, em 'O ano em que meus pais saíram de férias', aparece em novo longa

O Globo
·2 minuto de leitura
Divulgação/Fabio Audi

Você pode até não fazer essa associação diretamente, mas cada vez que você esbarra com o ator Michel Joelsas você está vendo o protagonista de "O ano em que meus pais saíram de férias". Ele protagonizou, aos 10 anos, o longa de Cao Hamburger e agora, aos 25, se prepara para voltar às telonas com “Sobre Girassóis”, de Caroline Fioratti, ainda sem data de estreia.

O longa trata conta a história de quatro jovens que vivem em um condomínio, numa bolha social minúscula, na qual são “superprotegidos” pelos pais. A tal bolha, porém, vai ficando estreita e evidencia feridas sensíveis na vida e nas relações desses personagens. Michel será Nicolas, um menino que, apesar de ocupar um lugar de destaque nessa sociedade, enfrenta inúmeras questões pessoais e familiares que as pessoas ao seu redor não imaginam.

"O filme mostra como viver dentro de uma bolha pode ser muito perigoso e asfixiante. A gente vai vivendo isso e não percebe", adianta o ator, que considera o tema mais atual do que nunca. "Na pandemia, a gente, de certa forma, teve a nossa bolha mais restrita e se sentiu apertado. Acho que as pessoas vão se identificar nesse lugar. Talavez esse o filme até evoque esse processo nas pessoas de perceber que não é saudável estar dentro de uma bolha."

Cria do cinema, Michel manteve-se bastante ativo, desde que iniciou a carreira, Com o primeiro trabalho, ele foi indicado a diversos prêmios, como o Young Artists Awards de Melhor Performance em Filme Estrangeiro e ACIE Awards de Melhor Ator. Na televisão, participou das produções “Maysa - Quando fala o coração” e “Malhação”, ambas na TV Globo. De volta ao cinema, fez “A suprema felicidade” de Arnaldo Jabor, e viveu o personagem Fabinho no premiado “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert. Seu último trabalho foi o papel em “Boca a boca”, da Netflix.

Com um currículo desse, não é difícil imaginar a saudade que o jovem está com muita saudade dos sets, já que muitos trabalhos foram interrompidos com a pandemia. "Sinto muita falta do processo criativo, de pensar um personagem, de chegar no set e dar o máximo, jogando com outros atores", diz. "O set é como um formigueiro, onde mil formiguinhas estão dando o seu melhor para fazer aquela magia acontecer."